Vice-procurador eleitoral reafirma inelegibilidade e pede que TSE retire Lula da disputa
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| Ex-presidente vê a cada dia mais distante sua candidatura na disputa presidencial de 2018 |
Cinco dias depois de o
Ministério Público Eleitoral (MPE) entrar com uma impugnação (questionamento) contra o registro do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques,
reiterou hoje (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua posição favorável a
que o petista seja declarado inelegível.
O parecer foi anexado
ao pedido de registro de candidatura de Lula, cujo relator é o ministro Luís
Roberto Barroso, em resposta a quatro “notícias de inelegibilidade” feitas por
cidadãos contra o ex-presidente.
Além da impugnação do
Ministério Público Eleitoral (MPE), candidatos, coligações e partidos são
legítimos para impugnar registros de candidatura de adversários, o que deve ser
feito em até cinco dias após a publicação de um edital pelo TSE. No caso de
Lula, esse prazo vence na próxima quarta-feira (22).
Qualquer cidadão,
porém, pode enviar uma “notícia de inelegibilidade” ao TSE, dando conta de
situações irregulares que impeçam um candidato de disputar as eleições. Ao
menos quatro processos desse tipo foram abertos contra Lula, sob o argumento de
que ele foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro pela segunda
instância da Justiça Eleitoral e por isso estaria enquadrado na Lei da Ficha
Limpa e não poderia disputar as eleições.
Solicitado
a se manifestar também em relação a estes processos, Humberto Jacques, em nome
no MPE, respondeu nesta tarde que “com efeito, o candidato está inelegível, e o
mesmo fato [condenação em segunda instância] fundamenta a impugnação
apresentada pelo Ministério Público Eleitoral”.




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