Com 13 votos a favor, pedido de Josué Neto pela intervenção federal na saúde do AM é aprovado na ALEAM
Deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) aprovaram, nesta segunda-feira (20), um documento que solicita ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a intervenção federal na saúde do Amazonas - prestes a entrar em colapso com taxa de ocupação de leitos com quase 90%. O pedido de intervenção federal, assinado pelo presidente da ALE-AM, Josué Neto, foi aprovada pela maioria dos votos, em uma sessão ordinária virtual da Assembleia.
O Amazonas registrou mais de 166 casos de Covid-19 nesta segunda-feira (20), totalizando 2.160 casos confirmados do novo coronavírus no estado, segundo boletim da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), que confirma um total de 185 mortes. Entre os casos confirmados e suspeitos de Covid-19, há 815 pacientes internados.
Durante a sessão, 13 deputados estaduais votaram a favor da solicitação de intervenção federal na saúde do estado, um votou contra e outro se absteve do voto. Os outros nove deputados estaduais não estiveram presentes na sessão virtual durante a votação do pedido. Após a aprovação dos deputados estaduais, a solicitação será encaminhada para o presidente do Brasil.
No documento, Josué Neto justifica o pedido de intervenção com informações sobre o colapso na saúde do Amazonas e dados que mostram o avanço da Covid-19 no estado. Segundo ele, a atual situação do sistema de saúde caracteriza uma “perturbação da ordem pública”, com base no artigo 34 da Carta Magna Brasileira, o que motiva que haja a intervenção federal.
“Verifica-se que o planejamento e execução da gestão da saúde em nosso Estado ocorre de forma desordenada e ineficiente. Vale destacar que os principais prontos-socorros da cidade de Manaus estão funcionando para atender pacientes de Covid-19, mas atendem também pacientes de urgência e emergência com problemas vasculares e cardíacos, motivo pelo qual ocorre transmissão do novo coronavírus, agravando o quadro de muitos pacientes e levando-os à óbito", diz trecho do documento.
No documento, o presidente da ALE-AM cita, também, o valor do aluguel do hospital Nilton Lins de R$2,6 milhões. O deputado afirma que o valor poderia ter sido aplicado em unidades de saúde pública. O Amazonas lidera o ranking nacional de casos e de mortes para cada grupo de 100 mil habitantes.
"Demonstra-se a grave violação à ordem pública, bem como à dignidade da pessoa humana, uma vez que a gestão da saúde em nosso Estado é precária, pondo em risco a vida de milhões de cidadãos do Estado do Amazonas", relata.
Fonte: G1AM
Fonte: G1AM




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