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Prêmio para ativista Greta Thunberg beneficia Campanha SOS Amazônia

  

A ativista sueca Greta Thunberg doou mais de 500 mil reais para ações de enfrentamento ao coronavírus no Amazonas e, assim, contribuir fortemente para o combate da pandemia na região amazônica.

O recurso é parte da premiação de 1 milhão de euros que ela recebeu, nesta segunda-feira, pelo Prêmio Gulbenkian para a Humanidade, concedido pela Fundação Calouste Gulbenkian, com sede em Portugal. Com o recurso, o movimento Fridays for Future Brasil, por meio da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), fortalecerá ações da campanha SOS Amazônia nas regiões do Alto Rio Negro, Lábrea e Purus, e comunidades de Manaus e entorno.

Atribuído anualmente, a honraria distingue pessoas, grupos de pessoas e/ou organizações de todo mundo cujas contribuições para a mitigação e adaptação às alterações climáticas se destacam pela originalidade, inovação e impacto. A FAS já recebeu este mesmo prêmio em 2016 em reconhecimento por suas ações de conservação da floresta, por meio dos programas Bolsa Floresta, Educação e Soluções Inovadoras. 


Os recursos doados por Greta vão se somar à campanha SOS Amazônia, do Fridays For Future Brazil, formado por jovens ativistas brasileiros, criada com o intuito de ajudar comunidades indígenas e ribeirinhas do território amazônico no combate à Covid-19. 

As ações são desenvolvidas no âmbito da Aliança Covid-Amazonas, coordenada pela FAS e seus 87 parceiros. Por meio de um financiamento coletivo internacional, o objetivo da campanha é arrecadar R$ 1 milhão para a compra de itens básicos de higiene, alimentação e investimentos em equipamentos de saúde. A ação pretende beneficiar a cidade de Manaus e seu entorno, além do interior do estado do Amazonas.

Contribuições podem ser feitas pelo site sosamazonia.fund, que já recebeu quase 250 mil reais de 1.329 doadores. Segundo os organizadores da mobilização, “as autoridades públicas da região emitiram um pedido de socorro ao mundo. Como ativistas da causa socioambiental, não poderíamos ignorar esse pedido. Sabemos que não podemos enfrentar a crise climática sem antes enfrentar a crise do coronavírus. Logo, se não ajudarmos as populações da Floresta Amazônica, estaremos permitindo que ambas as crises se desenvolvam. Nós precisamos escutar os cientistas, os médicos e as pessoas que estão sofrendo”.
Primeiras doações 

As primeiras doações da campanha SOS Amazônia chegaram em comunidades indígenas do Amazonas, no início de julho. Cestas básicas, máscaras de proteção facial e kits de higiene foram entregues, através da FAS, para aproximadamente 150 famílias das aldeias indígenas Gavião, Inhambé, Sahu-Apé e Tururukari, localizadas próximas de Manaus, além do Centro de Medicina Indígena Bahserikowi, localizado no Centro da capital do Amazonas.

 Até o final deste mês, as doações serão encaminhadas para mais 620 famílias de 11 comunidades em Manaus e 400 famílias dos municípios de Santa Isabel do Rio Negro, Lábrea e Tapauá. O objetivo é chegar nas etnias Yanomami, Paumari, Apurinã, Deni, Jamamadi e Jarawara.

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