Pandemia: CIF já fechou mais de 500 estabelecimentos​ em Manaus - Opinião Manauara

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Pandemia: CIF já fechou mais de 500 estabelecimentos​ em Manaus

 Na tentativa de fugir da fiscalização, eventos migraram no Tarumã para a zona Norte da cidade


O Amazonas atingiu, neste domingo, 7/2, a triste marca de 9 mil mortes provocadas pela Covid-19. Mas nem mesmo a alta elevação de óbitos e decretos mais rigorosos, estão sendo capazes de inibir a realização de festas e eventos clandestinos, considerados pelos órgãos de saúde como o principal meio de proliferação do novo coronavírus.  Levantamento feito pelo Toda Hora identificou que entre os dias 5 de janeiro e 6 de fevereiro, ao menos 10 eventos com movimentação de grande público foram fechados, principalmente em Manaus. 

As fiscalizações realizadas pela Central Integrada de Fiscalização (CIF) e também por órgãos de segurança durante a ‘Operação Pela Vida’ identificaram’ aglomeração de pessoas em festas clandestinas, em bares, cassinos e até em prostíbulos. Entre junho do ano passado até o último dia 6, mais de 500 estabelecimentos foram fechados ou interditados. 

Do Tarumã à ZN

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), a maioria dessas festas clandestinas foi flagrada sendo realizada em sítios ou em chácaras, principalmente, na área do Tarumã, na zona Oeste de Manaus. Mas no mês de janeiro, após as intensas fiscalizações naquela área da cidade, os organizadores de festas fizeram uma migração e passaram a descentralizar esses eventos para a zona Norte. 

O último evento clandestino foi flagrado, no sábado, 6/2, em um terreno, na avenida Nathan Xavier de Albuquerque, no Novo Aleixo, na zona norte.  Cinco homens foram presos. Além dos suspeitos, também, foram apreendidas as bebidas alcoólicas e caixa de som, que estavam no local.

Vazamento de informações 

No último dia 3/2, a Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (DECCOR), deflagrou a operação “Iscariotes”, que culminou no cumprimento de mandado de prisão e busca e apreensão em nome de José Renato Guedes de Matos, 47, que era servidor público do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Prefeitura de Manaus. 

Ele era responsável por repassar informações sigilosas da Central Integrada de Fiscalização (CIF) para empresários do ramo de eventos da capital. De acordo com a Polícia Civil (PC), o filho dele, identificado como José Renato Ferreira de Matos, 23, também atuava no crime, porém não foi localizado e segue foragido também pelos crimes de corrupção passiva, peculato e violação de sigilo funcional.


Fonte:Toda Hora - ​


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