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Júnior de Souza, artista do Boi Garantido, morre vítima da Covid-19

O artista plástico Júnior de Souza, reconhecido por trabalhos no Boi Garantido, morreu nesta segunda-feira (1°) após não resistir às complicações causadas pelo novo coronavírus (Covid-19). A informação foi confirmada pela sua esposa, Milena de Souza, em anúncio divulgado nas redes sociais.




“É com muita dor no coração que informo a todos que o meu marido faleceu. Te amarei para sempre”, disse Milena em seu pronunciamento nas redes sociais.

Ele estava internado há 29 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Rocio, região metropolitana de Curitiba, no Paraná, para tratamento contra a Covid-19.

O último boletim médico divulgado pela família de Júnior de Souza mostrou que ele teve uma piora no quadro clínico. A pressão está com uma alta dose de droga para se manter, o pulmão pirou e o rim estava próximo de sofrer uma parada.

“Segundo o médico se hoje ele precisar de uma hemodiálise, corre risco de ter uma parada cardíaca. Disse que eles estão fazendo de tudo, mas ele não vem respondendo”, explicou Pablo de Souza, filho do artista.

Nas redes sociais, diversas pessoas se manifestaram pela morte do artista. O pedagogo Henio Modesto e torcedor do Boi Garantido afirmou que a morte do artista é uma grande perda para o Festival Folclórico de Parintins.

“Um verdadeiro guerreiro e parceiro para todas as horas, descanse em paz irmão. O festival de Parintins perde um dos maiores talentos artísticos”, disse.

Gilney Júnior, compositor do bumbá vermelho e branco, lamentou a morte de Júnior e disse que ele era uma pessoa bastante atenciosa.

“Que Deus o receba nos mais alto dos céus. Obrigado pelo carinho e atenção de sempre. Sentiremos falta do seu talento no nosso Garrote. Parintins e o mundo perde um grande homem e os céus ganha mais uma estrela cheia luz”, reitera.

Trajetória

Júnior de Souza, popularmente conhecido como “Considerado”, soma diversos trabalhos no Festival Folclórico de Parintins, principalmente no Boi Garantido. Ele fez sua estreia em 1995 e desde lá protagonizou momentos inesquecíveis.

Ele é considerado um dos melhores artistas na história do bumbá, sendo responsáveis por grandes trabalhos, entre eles: o ritual Xikrin, a nação que veio do céu, o ritual Deuses Canibais e o ritual Turé.

No ano de 2019 comandou a Comissão de Artes do boi vermelho, sagrando-se campeão no festival daquele ano.

Júnior de Souza também soma trabalhos no Boi Caprichoso. Ele integrou o Conselho de Artes, sendo diretor de cenografia, e construiu alegorias ao lado de sua equipe.

Em território azulado, produziu os rituais Cãoera – O Senhor das Sombras, Tocaia Kagwahiva, o Ritual Antropofágico Tupinambá e o Ritual de Iniciação Tariana (Traidor).



Foto: Divulgação

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