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Comissão de Saúde debate planejamento para terceira onda da covid-19 no AM

 


Os órgãos de controle e de Saúde do estado debateram, nesta quarta-feira(7), o planejamento para uma possível 3a onda de Covid-19  no Amazonas durante reunião virtual da Comissão de Saúde e Previdência (CSP) da Aleam. 


A presidente da Comissão, deputada Dra. Mayara Pinheiro (Progressistas) tem acompanhado  a situação da Covid-19 no Amazonas, tanto a nível nacional como internacional para antecipar ações de enfrentamento à pandemia. 


Tenho visto nos últimos dias diversas notícias sobre a terceira onda que, infelizmente, está acontecendo na Alemanha, França e Itália e nossa intenção é buscar medidas para mitigar os danos de uma terceira onda. O Amazonas sofre um problema histórico na saúde, precisamos desenvolver a interiorização da saúde no estado, mas neste momento a gente precisa de medidas para mitigar os efeitos de uma possível nova onda e de que forma fazer, por exemplo, a testagem em massa da população.⁸ Nosso objetivo é evitar que os casos aumentem para que a gente minimize a mortalidade, o ideal é trabalhar a prevenção”, destacou.


Participaram da audiência, o secretário de Saúde, Marcellus Câmpelo da Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (SES-AM), a secretária executiva adjunta de Políticas em Saúde da SES-AM, Nayara Oliveira Maksoud; o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Cristiano Fernandes, Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Fiocruz e demais autoridades do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e Defensoria Pública (DPE-AM). O reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleinaldo Costa, e o biólogo Lucas Ferrante.


Nova reunião


O deputado Wilker Barreto (Podemos), membro da Comissão, sugeriu e o grupo aprovou a realização de uma nova audiência virtual, na próxima semana, para verificar a situação do Estado sobre estoque de insumos de saúde, viabilização de testagem para a população, capacidade de fornecimento de oxigênio e produção das usinas que foram instaladas após o aumento da demanda pelo gás durante o segundo pico de mortes e contaminações, ocorrido em janeiro deste ano.


Conforme informou a Dra. Mayara, representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) deverão se reunir esta semana ainda para elaborar um planejamento em conjunto com ações de enfrentamento, caso haja uma terceira onda. 


Ocupação de leitos


A secretária executiva adjunta de Políticas em Saúde da SES-AM, Nayara Oliveira Maksoud, apresentou um plano de contingência para disponibilização de leitos clínicos e de UTI diante de um aumento da demanda por estas estruturas. “Nós desenhamos essa ocupação em cinco possíveis cenários para a estrutura da rede de atendimento hospitalar do estado, o estado está na fase 3 com a pressão da não-covid devido o crescimento da violência por acidentes automobilísticos”, explicou. 


De acordo com o plano apresentado pela secretaria executiva, o hospital Delphina Aziz passou por uma ampliação de leitos de 160 para 180 e outras unidades hospitalares, como o hospital Nilton Lins, também passaram por uma avaliação estrutural. Para o caso de uma 5a fase, os leitos podem ser convertidos para UTI, o Platão Araújo de Semi-Intensiva para UTI. Já o Hospital 28 de Agosto está passando por um trabalho de estruturação para ampliação de leitos de Terapia Intensiva. No interior a ocupação chega a 208 leitos Covid que estão organizados para serem referência nos 61 municípios, onde a taxa de ocupação é de 22% e nos leitos de sala de ventilação é 12%. “Estes cenários são importantes porque a partir deles a gente consegue traçar um planejamento em relação a cenário de leitos e outras ações que são necessárias para a organização da rede”. 


Foram transferidos por meio da Operação Gratidão para outros estados da Federação, 542 pacientes de 15 de janeiro a 10 de fevereiro. O secretário Marcellus Câmpelo considerou que diante de uma nova situação em que o estado precise remover pacientes para outros estados, isso não será mais possível devido a segunda onda que afeta o país.


Nós temos que considerar no último caso a remoção, estas transferências aconteceram pela falta de oxigênio, nós tínhamos leitos instalados e prontos, mas não conseguíamos internar os pacientes, mas se todo o Brasil estiver colapsado junto, dificilmente teremos capacidade de fazer essas remoções, hoje nós temos leitos suficientes conforme as demandas projetadas, existe um fator positivo que é a vacinação, esperamos que influencie positivamente em pacientes acima de 60 anos de idade e não precise chegar nessa quantidade que estamos projetando”.


O evento foi transmitido ao vivo e está disponível no canal da ALEAM no Youtube, neste link https://www.youtube.com/watch?v=--fcZR8_adQ

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