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PM é preso por liderar organização criminosa de policiais no AM

 


Manaus|AM- A operação ‘Arrocho da Lei’ comandada pelo Ministério Público do Amazonas prendeu na manhã desta quinta-feira (6) o tenente-coronel da PM, Glaubo Rubens Alencar, e nove policiais suspeitos de integrar uma milícia que roubou meia tonelada de droga do Comando Vermelho e “arrochava” traficantes e praticava extorsão em Manaus.


Agentes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e Força Especial de Resgate e Assalto (FERA), da Polícia Civil amazonense cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, um na casa de um advogado, e dez de prisão temporária – um não cumprido – contra policiais suspeitos de pertencer a organização.



As investigações começaram após denúncias ao Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado pelo (Gaeco), que acionaram os serviços de inteligência da polícia amazonense para desarticular o grupo.

Foram apreendidos celulares, documentos e outros objetos, que levaram os investigadores a suspeitar que a quadrilha já estava diversificando a sua atuação para a modalidade de milícia, “arrochando” e barbarizando na periferia da cidade.


As investigações seguem em sigilo no rastro de outros envolvidos. As buscas buscas continuam com a avaliação das filmagens feitas nos locais onde os criminossos atuavam, inclusive com veiculos identificados. As informações estão sendo cruzadas.


“A operação é só uma parte da investigação, que pode gerar o envolvimento de outras pessoas. Quando se faz uma busca e prisões temporárias é para se atingir alguns alvos. Nesse caso específico temos uma organização mais que criminosa”, disse o promotor do MPE, Armando Gurgel Maia.


Ainda segundo apuraram os investigadores, a ação dos bando gerou uma série de assassinatos e queima de arquivos na capital do Amazonas. 


“A organização que sentiu isso (que era arrochada, CV) reagiu a isso ocorreram alguns homicídios relacionados a isso. A droga era repassada para outros grupos criminosos e pode haver mais pessoas envolvidas”, disse o promotor Maia.


Durante as investigações, criminosos nas cenas dos crimes “abriram o jogo” sobre um roubo de drogas. “Diante de outros eventos dos envolvidos chegamos até os presos”, afirmou Maia.


Para os promotores do MPE, após a fase de investigação será formulada a denúncia e apurar a relevância de um oficial de alta patente da Polícia Militar. “Qual a relevância de um policial envolvido numa operação desta natureza. Ele tem voz de comando, tem poder aquisitivo, acesso a armas. Então esse poder porque tem pessoa sob seu comando pessoas”.



Ação e reação


Também está sendo investigado o desaparecimento de pessoas, segundo promotores do MPE. “O organização criminosa náo é vitima. Não é ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. Os policiais não fizeram o papel deles, que era de tirar a droga de circulação”.


De acordo com os promotores, a movimentação dos policiais gerou uma efeito cascata, uma espécie de ‘ação e reação. “Os homicídios que estavam acontecendo chamaram a atenção, em quantidade relevante. Não era o policial que ia na boca de fumo e fazia o arrocho, a facção criminosa atingida começou a agir cometendo os homicídios com atrocidades e colocando cartazes dizendo que eram de uma unidade da PM”, concluiu o promotor Maia.





Fonte:portalvoce.

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