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Em vídeos, Yasmin Brunet acusa COB de ‘patriotismo seletivo’ em caso com Medina: 'ridículo'

 Depois de Gabriel Medina demonstrar sua revolta com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) em não credenciar a sua mulher, Yasmin Brunet, como oficial técnico nos Jogos Olímpicos de Tóquio, foi a vez da própria modelo se pronunciar em uma sequência de vídeos publicados no Instagram nesta quarta-feira (7).  Yasmin acusa o COB de “patriotismo seletivo”. O casal acredita que Medina está sendo prejudicado por não poder levar a pessoa que escolheu como estafe, ao contrário do que, segundo ele, acontece com outros surfistas.

"No momento em que ele subir no pódio, vai estar todo mundo ali atrás dele, mas, quando ele está pedindo ajuda, estão fazendo descaso. Esse tipo de patriotismo seletivo não faz sentido para mim", disse Yasmin, que ressaltou algumas vezes que Medina está no melhor momento da sua carreira. A modelo afirmou que o casal já recebeu tantas desculpas do COB que não consegue nem mais lembrar de todas: "É ridículo".

No caso do surfe, ao contrário de outras modalidades, a CBSurfe (Confederação Brasileira de Surfe) optou por deixar que cada atleta escolhesse o profissional que o acompanharia. Com a pandemia, agora só é permitida uma vaga por atleta.  No ano passado, Medina escolheu o seu padrasto, Charles Medina, que era seu técnico, mas rompeu com ele após problemas na família, e em seguida pediu que fosse inscrito o australiano Andy King. Depois, o campeão mundial do surfe escolheu colocar a mulher, Yasmin Brunet. Como somente poderia levar uma pessoa, Medina pediu que fosse retirado o nome de Andy King e colocado o de Yasmin. O COB, no entanto, não atendeu ao pedido, afirmando que a modelo não cumpre função técnica, e segundo a Folha de S. Paulo, havia um acordo com Medina em maio, de que ele seria acompanhado de Andy King. 

Yasmin e Gabriel Medina afirmam que Ítalo Ferreira vai acompanhado de um amigo e Weston-Webb ao lado do marido, Jessé Mendes. Mas no caso de Ítalo, o amigo é seu videomaker há muitos anos, tendo conhecimento amplo em surfe e análise de ondas. Já  o marido de Webb é surfista profissional e único brasileiro a vencer uma etapa na praia onde vai ocorrer a competição.  "Tem um levando o amigo, outra levando o marido. Só o atleta sabe o que vai precisar nesse momento. Só o atleta sabe quem vai ajudar. Isso devia ser respeitado", disse Yasmin.

Segundo Gabriel Medina, Yasmin cumpre função técnica para ele, filmando seus treinos, os de seus adversários, além de fazer análise estatísticas das baterias, criar estratégias mentais durante a competição, e dar suporte psicológico e também nutricional. "É a Yasmin a responsável por cuidar da minha alimentação durante as competições. Além de tudo isso, me ajuda com a logística. Com isso, fico livre para pensar apenas no surfe. Ela possui sim funções e o COB irá me prejudicar muito.”, afirmou o surfista em entrevista ao O Globo na semana passada.

Ainda nos Stories, Yasmin Brunet afirmou que estar no estafe do surfista será importante no momento em que ele passa por problemas familiares. "Ele está passando por momentos complicados na vida pessoal dele. O surfe é esporte individual, e quem compete sabe da importância do psicológico. Sou uma das únicas pessoas que sabe o que está acontecendo, que apoia. Quando ele está chorando, estou ao lado dele. Isso está surtindo efeito, ele está no melhor momento da vida dele. Não tem como compreender por que um pedido para ser tratado como os outros está sendo negado".

A modelo explicou que sua presença é vital para um bom desempenho do atleta devido a todos os fatores, em especial psicológico, e que Medina só quer levar a pessoa da sua escolha, e não ter privilégios: "Ele é uma das pessoas mais profissionais que eu já conheci na minha vida. Dedicado, e isso pra ele não é uma brincadeira. Ele não quer me levar pra passear no Japão. Nós somos duas pessoas extremamente conscientes, preocupadas, isso não é brincadeira pra mim, muito menos pra ele, só o que a gente queria era isso: os mesmos direitos para todos, só isso.".

O COB optou por não discutir o assunto com Medina e trata o caso como página virada. Quem está fora da lista não poderá entrar no Japão e segundo a ‘Folha’, mesmo que o comitê quisesse, não seria mais possível inscrevê-la atualmente.  Existia um programa que permitiria que os atletas levassem pessoas próximas ao Japão, apoiado pelo COB, mas foi cancelado devido à pandemia.

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