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Ex-secretario de saúde preso pela Polícia Federal vai coordenar novo projeto do governo do estado

 

O ex-secretário de Saúde do Amazonas responde a processos por corrupção e desvio de recursos públicos no STJ, e é um dos investigados pela CPI da Pandemia


O ex-secretário de Saúde, Marcellus Campelo, ganhou um verdadeiro prêmio do governador Wilson Lima (PSC), ele foi anunciado nesta segunda-feira (12/07),  coordenador do programa Prosamim+, que contará com mais de R$ 540 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O ex-secretario ganha esse prêmio do governador quarenta dias após de ter sido preso pela operação "Sangria da Polícia Federal".


Campelo foi preso da PF no último dia 2 de junho, acusado de desvio de recursos públicos federais na construção do Hospital de Campanha Nilton Lins, e também foi alvo de busca e apreensão na sede da Secretaria de Saúde. Além de ser investigado, o coordenador do Prosamim+ foi denunciado pela Procuradoria Geral da República ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por crimes de corrupção.

Junto com o ex-secretário, também foi denunciado ao STF o governador Wilson Lima e mais 15 pessoas, como servidores públicos e fornecedores. No último dia 15, o Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) ingressou com uma representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra o ex-secretário de Saúde, Marcellus Campelo por acúmulo de cargos no governo do Estado. 

O ex-secretário foi ouvido no dia 15 de junho, na CPI da Pandemia do Senado, e não conseguiu explicar fatos relacionados “ao colapso da saúde no Estado do Amazonas no começo do ano”. Campelo, que é primo da deputada licenciada e atual secretária de Assistência Social, Alessandra Campelo, é uma das 17 pessoas investigadas pela comissão de inquérito. 

O Prosamim+ é a continuação do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus, criado pelo então governador Eduardo Braga, hoje senador e membro titular da CPI da Pendemia. Em três anos de governo, o atual governador Wilson Lima já gastou mais de R$ 10 milhões com indenizações às famílias que vivem na área de intervenção do programa.


Foto: Gabriela Biló

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