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Exoneração de Bonates expõe o “balaio de gatos” que se tornou o governo Wilson Lima

 


A exoneração do secretário de Segurança Pública, Louismar Bonates, pelo governador em exercício, Carlos Almeida, abriu mais um episódio na esgaçada amizade do vice-governador com o governador Wilson Lima (PSC), e expôs a população e a opinião pública, o “balaio de gatos” que se transformou a atual administração marcada por sucessivos escândalos de corrupção na saúde.


A medida de Almeida pegou de surpresa o primeiro escalão do governo, o próprio Wilson Lima e a cúpula da Segurança Pública. Mas a decisão do governador em exercício vai mais além de um mero ato administrativo, e vai deixar o governador em uma “saia justa”, porque terá que anular a exoneração do secretário de Segurança, e recontratá-lo.


Carlos Almeida disse que tomou a medida por conta das investigações da Polícia Federal contra Bonates, e que coube à ele, enquanto governador em exercício, demitir o secretário, o que deveria ter sido feito pelo governador Wilson Lima – amigo pessoal de Louismar Bonates. A Constituição garante essa prerrogativa ao gestor interino.


O vice-governador deveria ter tido a mesma atitude com o atual coordenador da Unidade Gestora do Projeto Social Ambiental dos igarapés de Manaus, o Prosamim+, Marcellus Campelo, que vai administrar um investimento de R$ 430 milhões com a nova fase do programa. Campelo foi preso pela Polícia Federal por supostas fraudes em recursos de combate à pandemia.


Marcellus Campelo, e outras 17 pessoas, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelos crimes de peculato, formação de quadrilha e corrupção também por suposto desvio de recursos para combate a Covid-19 no Amazonas quando esteve à frente da Secretaria de Estado da Saúde (SES), de onde pediu exoneração em junho.


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