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Jornal O Globo é sentenciado pela terceira vez após matérias citando Grupo Samel

MANAUS – No último sábado, 20, o Jornal O Globo foi sentenciado pela justiça a ceder um direito de resposta de mais de 8,4 mil caracteres para os hospitais do Grupo Samel e para o presidente da rede, empresário Luis Alberto “Beto” Nicolau. Em um período de quatro meses, essa foi a terceira punição imposta ao periódico por causa de matérias e comentários feitos contra a empresa de saúde localizada na capital amazonense.

No mês de julho de 2020, o jornal havia publicado a primeira matéria sobre a pesquisa com a droga Proxalutamida no tratamento contra a Covid-19, que foi assinada pela colunista Malu Gaspar. No conteúdo, a jornalista associava o estudo com a substância com as mortes ocorridas de pessoas pesquisadas no tratamento da Covid no Amazonas no mesmo hospital, além disso, a publicação chamava a substância de “nova cloroquina”.

No mesmo período, além do direito de resposta, o jornal foi condenado a pagar indenização de R$ 260 mil à Samel e entre outras coisas, por descumprimento de punições anteriores.

No processo, O Globo alegou ter cumprido a medida judicial, mas o juiz Manoel Amaro de Lima, da 3ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho de Manaus, que assina a decisão cumprida hoje, não se convenceu da solução dada na reparação pedida pela empresa amazonense.

Na ocasião, quando O Globo publicou as matérias contra a Samel, foi divulgado n página inicial do site, e nas suas redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter. Mas, quando cedeu direito de resposta foi apenas para assinantes e ao blog de Malu Gaspar, sem a ampla publicidade dos posts iniciais. Durante o processo, O Globo tentou provar o contrário, mas o magistrado chamou isso de “má-fé” e o repreendeu.

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