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Jairinho quebra silêncio e escreve carta sobre morte do menino Henry Borel

O ex-vereador Jairinho decidiu quebrar o silêncio sobre a acusação de ter matado o enteado de 4 anos, Henry Borel, dentro do apartamento onde morava com a mãe dele, Monique Medeiros.

Em uma carta manuscrita divulgada pelo site Uol, Jairinho nega que tenha agredido e matado o menino e contesta resultado de laudos periciais e provas apresentadas pelos investigadores.

Em um dos trechos, ele relata que nunca houve tortura ou qualquer agressão de sua parte com Henry e que a relação dos dois era harmoniosa.

Ele diz ainda que sempre que o menino dormia no apartamento dele com Monique, os avós iam com ele e que os mesmo nunca presenciaram qualquer ato violento ou receberam queixas da criança.

"Todas essas pessoas foram categóricas em dizer que NUNCA viram nada de anormal com Henry, no comportamento em relação a mim, ao contrário, disseram que eu o tratava muito bem e ele nunca reclamou de mim”, escreveu.

Ele faz questão de destacar que nem mesmo Monique o acusou de ter agredido Henry e falou sobre o episódio em que a babá do menino teria ligado para a pedagoga afirmando que Henry havia saído machucado do quarto depois de ter ficado trancado com Jairinho: "O resumo da tortura é, eu chego mais cedo em casa, abro a porta, ele vem correndo e diz: 'Tio Jairinho, tio Jairinho?'. Vem correndo e me dá um beijo, pula no meu colo e me dá um beijo, vai no quarto comigo, fica menos de 10 minutos e vai para a rua novamente".

Sobre as lesões apontadas pela perícia, o padrasto do menino também questiona o laudo e diz que elas podem ter sido causados na tentativa de reanimação do menino no hospital. Ele também aponta que os documento periciais traziam informações que não eram de Henry, como a cor dos olhos do menino serem escuros e ele estar usando fraldas e não pijama, como costumava dormir.

Jairinho também diz que tentou reanimar o garoto no elevador e que ele chegou com vida ao hospital, ao contrário do que disse em depoimento a médica que o recebeu. 

Para ele, houve espetacularização do caso, e a polícia montou um caso contra ele sem provas. Ele disse que nem mesmo as médicas acharam marcas de violência em Henry:"Em momento algum no hospital, senão teriam chamado a polícia ou conselho tutelar, as médicas viram qualquer sinal de violência. Tanto que foi dito em sede policial e em juízo. Nenhuma das três viu qualquer sinal de lesão, nem a assistente social, que era a função dela, viu nada!"

No fim, ele continua negando o crime e diz que está sendo crucificado sem motivos. Ele deve ser ouvido em juízo no dia 9 de fevereiro quando o julgamento do caso será retomado.

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