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Menina de 8 anos morre de Covid-19 e mãe implora por 'vacina para crianças'




Após a filha Ana Luísa dos Santos Oliveira, de 8 anos, morrer por complicações da Covid-19, a mãe e vendedora Valkíria Alice dos Santos, de 39 anos, disse ao g1 que a família, já imunizada, torcia para que a liberação da vacina para crianças acontecesse logo.


"Eu creio que, se ela tivesse tomado, poderia ter pego, mas não desse jeito. Seria fraco, e não tão agressivo do jeito que foi. Tem que liberar essas vacinas para as crianças".


Moradora do Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, no litoral de São Paulo, ela explica que a filha não tinha qualquer diagnóstico de comorbidades. 


“A única coisa que ela tinha era rinite alérgica. Ela era gordinha, mas era uma criança saudável, não tinha diabetes, não tinha colesterol, brincava normal, estava indo à escola. Eles falaram 'mãe, devido a ela ser gordinha, pode ter sido um fator que contribuiu para ela não conseguir a cura'".


A família da criança suspeita que ela tenha contraído o vírus em uma das idas à escola. 


Mãe defende vacinação


De acordo com a vendedora, todos os familiares já tomaram a segunda dose, e alguns já até receberam a dose de reforço. "Por que aconteceu com a minha filha? Ela era muito cuidadosa. Creio que, se estivesse vacinada [seria diferente]. As crianças precisam, acham que não pegam, mas elas pegam, sim", diz.


A vendedora reforça que a vacinação e os protocolos sanitários ainda são importantes.


Autorização da Anvisa


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, na última quinta-feira (16), a aplicação da vacina da Pfizer contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. Ainda não há previsão de quando a imunização vai começar, porque a vacina para este público tem diferenças em relação à que é aplicada nos adultos. Por isso, o Governo Federal terá que comprar uma versão específica do produto, com dosagens e frascos diferentes, apesar de o princípio ativo ser o mesmo.


A mesma autorização de uso já foi concedida pelo FDA e pela EMA (agências regulatórias de saúde dos Estados Unidos e União Europeia), além de países como Costa Rica, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá, Peru e Uruguai.

No último sábado (18), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o governo só divulgará uma posição oficial sobre a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos contra a Covid-19 em 5 de janeiro. De acordo com Queiroga, haverá uma audiência pública um dia antes, que servirá de base para a decisão final da pasta.



Fonte: G1

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