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Saúde: vacinação em crianças inicia em 10 de janeiro, mas com receita



A vacinação contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos será liberada a partir do próximo dia 10. A informação foi antecipada ao Metrópoles por uma fonte do Ministério da Saúde.


Por sua vez, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, detalhou, em conversa com jornalistas na quinta-feira (23/12), que será necessária a apresentação de prescrição médica para a imunização. Além disso, crianças com comorbidades serão priorizadas na campanha.


“A nossa recomendação é que essa vacina não seja aplicada de forma compulsória. Ou seja, depende da vontade dos pais. Os pais são livres para levar os seus filhos para receber essa vacina. Essa vacina estará vinculada à prescrição, e a recomendação obedece a todas as orientações da Anvisa”, disse Queiroga.


“A nossa ideia é contemplar como prioritárias, na forma da lei, as crianças que têm comorbidades ou que têm contato com pais ou com pessoas que são imunodeficientes, mais vulneráveis. Isso porque a criança eventualmente pode, ao contrair o vírus, transmitir o vírus para uma pessoa de maior vulnerabilidade”, prosseguiu o ministro da Saúde.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na quinta-feira (16/12), a indicação da vacina da Pfizer em crianças.


Queiroga havia anunciado, no sábado (18/12), que o governo federal decidirá sobre a vacinação para crianças em 5 de janeiro. Segundo ele, no dia 4 do mesmo mês, será realizada uma audiência pública para discutir o assunto.

Apesar da consulta pública, Queiroga indicou que seguirá o entendimento da Anvisa.


A autorização da agência veio após uma “análise técnica criteriosa de dados e estudos clínicos conduzidos pelo laboratório”, segundo o órgão. A equipe técnica da autarquia explicou que as informações avaliadas indicam que a vacina é segura e eficaz para o público infantil, conforme solicitado pela Pfizer e autorizado pela Anvisa.


A avaliação levou 21 dias, descontados os 14 dias que a Pfizer usou para responder exigências técnicas da Anvisa.


“Nós sabemos que, pelos dados, as evidências científicas que vêm do estudo principal, estudo que embasou a aprovação pelas agências sanitárias, não mostram redução de óbitos, pelo menos no período que foi realizado o estudo em crianças de 5 a 11 anos que receberam a vacina. O que nós temos, sim, é uma redução dos casos”, explicou Queiroga.





*Com informações Metropoles 

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