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AM: pandemia completa 2 anos com 14 mil mortos e governador Wilson Lima acusado de corrupção



Nesta segunda-feira, dia 13 de março, completam dois anos desde que o primeiro caso de Covid-19 (novo coronavírus) foi confirmado pelas autoridades do Amazonas, em 2020. Desde lá, foram milhares de casos e de mortes registradas oficialmente. O período ficou marcado, ainda, pela crise da falta de oxigênio e por escândalos de corrupção na saúde do Estado.


No dia 13 de março de 2020, o Governo do Amazonas confirmou que uma mulher de 39 anos, com histórico de viagem a Londres (Inglaterra) foi diagnosticada com Covid-19. As autoridades de vigilância e saúde afirmaram que a rede de assistência estava preparada para o atendimento. Na última quinta-feira (10/03) a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado (FVS) informou o total de 577.094 casos da doença, com 14.137 mortes.


No dia 15 de abril de 2020,  o governo do Amazonas havia comprado 28 ventiladores pulmonares por R$ 2,97 milhões, para atender pacientes de Covid-19 no Estado, que custaram, em média, quase o dobro do preço dos respiradores comprados no mesmo período pelo governo federal. O governo do amazonas, em nota, informou que não havia “qualquer ilegalidade no processo e que a compra trouxe economia e agilidade para o Estado”.


Em setembro do ano passado, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o governador do Amazonas, Wilson Lima, por crimes praticados na compra superfaturada dos ventiladores pulmonares. A notícia correu o mundo.


O MPF imputa ao governador os delitos de dispensa irregular de licitação, fraude a procedimento licitatório, peculato, liderança em organização criminosa e embaraço às investigações. Segundo a denúncia, o superfaturamento causou prejuízo de mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos pois o preço de mercado de um respirador era cerca de R$ 17 mil, mas foram comprados por mais de R$ 100 mil cada.


Em janeiro de 2021, o colapso no abastecimento de oxigênio para pacientes de Covid-19 na rede de saúde expôs o Amazonas para o mundo e culminou em várias mortes por asfixia em unidades hospitalares de Manaus e do interior do estado. O número de mortos varia entre 50 e 60 pessoas.


A crise gerou diversos desdobramentos jurídicos entre eles o pedido de indiciamento do governador Wilson Lima e do ex-secretário de Saúde Marcellus Campelo pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Pandemia) no Senado.


Para pedir o indiciamento do governador do Amazonas, Wilson Lima, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia chegou à conclusão de que a responsabilidade dele vai além da compra “superfaturada” de respiradores que não serviam para pacientes graves de Covid-19, como denunciou o MPF.


O relatório “o governo estadual saiu em defesa do tratamento precoce, que, como se sabe, é composto por fármacos ineficazes contra o novo coronavírus. Além disso, trata-se de um protocolo medicamentoso que traz uma falsa sensação de segurança às pessoas, que tomam os remédios acreditando que estarão protegidas e muitas vezes deixam de adotar outras medidas de proteção”.

O relatório da CPI afirma que “o caos no sistema de saúde do Amazonas (…) era previsível, assim como as consequências da não-adoção de medidas preventivas relacionadas ao controle de novos casos da doença e prescrição de tratamento precoce com remédios ineficazes”. E que “a assunção do risco da propagação do novo coronavírus no Estado fez surgir indícios da prática de crime de epidemia com resultado morte por parte do governador Wilson Lima”.


Mundo


Em 11 de março de 2020, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarava que o mundo vivia uma nova pandemia —quando uma doença atinge nível global afetando grande número de pessoas.


Um século após a tragédia da gripe espanhola, o novo coronavírus já matou mais de 6 milhões de pessoas —sem contar mortes subnotificadas— e passou por mutações que o tornaram mais contagioso.


A falta de cobertura vacinal em nível global e uma taxa alta de transmissão no mundo, segundo a OMS, são fatores que mantêm o status de pandemia e não permitem estimar quando ela chegará ao fim.


De acordo com o Mapa da vacinação contra Covid-19 no Brasil, o Amazonas é um dos estados com menor taxa de cobertura vacinal: 70,35% da população do estado tomou a primeira dose, mas só 58,3% da população recebeu as duas doses ou dose única, que evitam que a Covid-19 evolua para os casos mais graves e leve à morte os pacientes.





Fonte: 18 horas

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