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Agentes de coleta de lixo paralisam atividades para cobrar direitos trabalhistas e segurança em Manaus

Eles também pedem respostas pela morte do agente Aldenir Rodrigues Castilho, morto na terça-feira (26).



Agentes de coleta e motoristas de caminhão de lixo de uma empresa terceirizada fazem um protesto na manhã desta quinta-feira (28), em Manaus, reivindicando direitos trabalhistas e pedindo respostas sobre a morte do agente Aldenir Rodrigues Castilho, ocorrida na terça-feira (26).


O agente foi morto a tiros no Japiim. Segundo a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), a vítima estava fazendo a coleta diária na travessa S6, quando foi atingida com um disparo. 


O protesto ocorreu em frente à sede da empresa, na Torquato Tapajós, na Zona Oeste da capital.


De acordo com os trabalhadores, eles paralisaram as atividades da coleta de lixo por volta das 4h. Cerca de 30 caminhões estão na garagem da empresa.


Eles pedem a volta do terceiro turno, pagamento de horas extras acumuladas, fim do banco de horas, e também o plano de saúde. Os trabalhadores também reclamam pela falta de segurança durante o trabalho.


O motorista Agenor de Souza disse que em muitas áreas os agentes são impedidos de trabalhar por conta de ameaças: "Tem muitos locais que não conseguimos entrar, porque somos impedidos. Por isso queremos segurança. Pedimos ainda hora extra, o plano de saúde e que volte o terceiro turno", explicou.




O agente de coleta João Menezes disse que os funcionários estão sobrecarregados e fazendo, por dia, de 12h a 14h de serviço.


"Estamos triste pela morte do nosso colega. Viemos do velório dele, estamos aqui amanhecidos. E aqui a reinvindicação é grande. Pedimos as horas extras e a volta do terceiro turno. Eles [dirigentes da empresa] exigem tempo do motorista, a gente se acidenta. Passamos muito do nosso horário de trabalho, muitas vezes fazemos 12h, 14h. Estamos sobrecarregados".


Durante a manifestação, um representante da empresa pediu que os funcionários voltassem aos postos de trabalho, mas o grupo disse que vai manter o protesto até que a empresa ouça as reinvindicações feitas pelo grupo.



*Com informações G1 AM

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