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Bolsonaro lidera motociata com cobrança de taxa de inscrição e “área VIP”


Brasil – O presidente Jair Bolsonaro participou, nesta sexta-feira, 15, de uma manifestação com motociclistas em São Paulo. O grupo saiu por volta das 10h30min da região do Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital paulista, e seguiu em direção a Americana, no interior do estado, em um percurso de cerca de 120 quilômetros. A pista sentido interior da Rodovia dos Bandeirantes ficou interditada para a passagem das motocicletas.

O grupo de motociclistas que seguirá o presidente pagou uma taxa de inscrição de R$ 10 para a organização do evento, coordenado pelo grupo “Acelera para Cristo”. O pagamento dá direito a uma espécie de “área vip” da motociata, com a possibilidade de viajar mais próximo de Bolsonaro nos 120 quilômetros até Americana.

Anteriormente, o destino seria Campinas, mas o local de chegada foi alterado. O chefe do Executivo participou da primeira edição do evento em junho do ano passado. É uma espécie de versão “cristã” de outras motociatas que já ocorreram em apoio ao presidente.

Segundo a concessionária CCR Autoban, que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, a Rodovia dos Bandeirantes será interditada a partir do km 13, junto à Marginal Tietê, até o km 134, no entroncamento com a Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304). A pista deve ser liberada a partir das 15h.

Bolsonaro já acompanhou motociatas em Brasília, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. A primeira presença do presidente nesse tipo de evento ocorreu em maio de 2021, na capital federal. Depois, seguiram-se diversas ocasiões.

O reforço de policiamento por causa da motociata custará R$ 1 milhão aos cofres públicos, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Governo de São Paulo, em nota. O valor orçado inclui o custo com a utilização de aeronaves, drones, viaturas e efetivo empregado na ação.

O patrulhamento já foi intensificado desde as primeiras horas do dia em todas as áreas, segundo a SSP, e teve início nas imediações do local de concentração, na Avenida Olavo Fontoura, na zona norte da capital. O policiamento também é reforçado no local de dispersão, em Americana, no interior, de acordo com o órgão.

Um efetivo de mais 1.900 policiais militares é empregado na operação, conforme o órgão, para “proteger as pessoas, preservar patrimônios e garantir o direito de ir e vir, bem como o de livre participação no ato e a fluidez no trânsito”.

O chefe do Executivo nacional já aproveitou esses episódios para fazer ataques às urnas eletrônicas, às vacinas contra a covid e aos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Supremo Tribunal Federal (STF), além de já ter sido multado por não usar máscara e cometido infração por usar capacete irregular.

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