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Vereador Rodrigo Guedes denuncia que Câmara não quer votar Projetos de Lei


Mais uma vez a Câmara Municipal de Manaus (CMM) não realizou a Ordem do Dia no plenário, o vereador Rodrigo Guedes (PSC) criticou a falta de votação e pediu que os demais vereadores priorizem a discussão e votação de Projetos de Lei (PL). O momento é destinado à votação, debate e deliberação de projetos propostos pelos 41 vereadores da Casa Legislativa. A falta de votação ocorreu na sessão da última quarta-feira,6/4. 


Esta é a segunda vez que a Câmara Municipal suspende a Ordem do Dia, na última segunda-feira, 28/03, os vereadores também deixaram de votar projetos. Dessa vez, a justificativa foi que a pauta da sessão tinha poucos projetos para votação, no entanto, segundo o Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL) a pauta da sessão plenária possuía 19 projetos e dois vetos do Executivo para votação. As sessões plenárias ocorrem de segunda a quarta-feira, com votações apenas às segundas e quartas-feiras. Com a retirada da Ordem do Dia nesta quarta, a semana teve apenas um dia de votação das matérias legislativas.


Na tentativa de não derrubar a votação, Guedes solicitou ao presidente da Mesa Diretora, vereador Wallace Oliveira (PROS) que prorrogasse a sessão por mais 60 minutos, porém o pedido foi negado pelo presidente. Para Rodrigo Guedes, os vereadores estão prejudicando a atividade do parlamento, uma vez que deixar de votar projetos impacta diretamente a população.  


“Estou defendendo a prerrogativa do parlamento, temos somente dois dias de votação, suprimir a votação dos projetos, é diminuindo o nosso papel de parlamento. Acho importante as ações de rua, ignorar  a ordem do dia estar diminuir nossa atividade parlamentar, significa dizer que os projetos que estão na pauta não possuem importância. Além do mais, deixar de votar projetos é ignorar uma das principais funções do vereador que é legislar. Faço questão da ordem do dia, pois quero votar todos os projetos, entendo que todos são importantes. Não há justificativa para suspender a votação, isso também é parlamento”, cobrou.




Foto: Michell Mello

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