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Casamento coletivo oficializa a união de 370 casais no Amazonas

Manaus/AM - Um total de 370 casais, dos 115 indígenas, oficializou a união por meio de cerimônia civil do maior casamento coletivo da história da cidade, no último final de semana, em cerimônia organizada pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), em parceria com a Prefeitura de Maués, Ministério Público do Estado (MPAM) e Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). 

As cerimônias ocorreram no último sábado (11), com 255 casais oficializando a união no ginásio Deodato de Miranda Leão e ontem, domingo (12), Dia dos Namorados, 115 casais do povo indígena Sateré-Mawé fizeram a celebração na comunidade Vila Nova 2. 

O defensor público-geral, Ricardo Paiva, destacou o papel da Defensoria  essencial para que os casais conseguissem a gratuidade das taxas cartorárias, bem como a atualização de documentos necessários para a habilitação do casamento civil. 

Em geral, o pagamento do processo de habilitação do casamento civil tem um valor muito elevado para as posses dos interessados em concretizá-lo. “Nós recebemos as solicitações e fizemos a interlocução com o Poder Judiciário para conseguirmos as gratuidades, e isso permitiu a realização do evento”, explicou Paiva. 

A Defensoria também interveio para auxiliar os casais a obterem documentos necessários para o processo de habilitação, como a certidão de nascimento atualizada.

Com o casamento oficializado, os casais passam a ter a oportunidade de regularizar questões de família, além de ter acesso a programas e benefícios sociais, como a aposentadoria. 

Entre os casais, estavam Mizael da Fonseca, 87, e dona Maria Batista, 65, que depois de 46 anos juntos, e sete filhos, finalmente oficializaram a união. Para eles, o momento representa segurança jurídica e a realização de um sonho.

A comunidade Vila Nova 2, na zona rural de Maués, também viveu um momento histórico no último domingo, no Dia dos Namorados. O local foi palco do primeiro casamento indígena da cidade, com a participação de 115 casais do povo indígena Sateré-Mawé. A cerimônia foi celebrada em português e sateré, com a presença dos tuxauas da região, com danças e músicas, respeitando a diversidade cultural. 

“Estou feliz com esse dia, porque o casamento é muito importante. Agora eu posso dizer que ela é minha esposa”, comentou o indígena Ezequias Michiles, 32, que estava um pouco tímido, minutos antes de subir ao altar, com a Eldenira de Oliveira, 34. 

O casal está junto há 17 anos, tem dois filhos, mas afirmam que precisavam oficializar a união, para buscarem benefícios sociais. Com adereços característicos da aldeia a que pertencem, eles trocaram as alianças. “Eu não sei muito o que dizer, mas estou muito alegre, muito feliz com essa oportunidade”, disse Eldenira.

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