Dezenas de noivas ficam aflitas após empresa de casamentos pedir falência
Na última sexta-feira (24), a empresa de casamentos Florearte, sediada em Vinhedo (SP) e com mais de seis anos de experiência no mercado, deu entrada em um pedido de falência. Essa atitude fez com que dezenas de noivas ficassem aflitas com a possibilidade de terem ou não as suas festas, já que o estabelecimento possui contratos para eventos até o fim de 2023. As informações são da Universa.
Um dos pontos da crise enfrentada pela empresa é a situação das sócias Ana Caroline Gerola e Sara Regina Francelino Alencar. Em entrevista ao portal, Sara afirmou que está afastada da Florearte desde janeiro deste.
“Eu exerci o direito legal de me retirar da Florearte. Desde então fui proibida de pisar na empresa e cortaram todo meu acesso a informações de projetos e financeiros. A Carol se recusa a proceder com a baixa da minha saída da sociedade e está se evadindo da mesma forma que está fugindo de clientes e fornecedores. Ela se apossou de tudo e iniciou uma gestão unilateral da empresa, me privando do acesso até mesmo ao acervo. Devido à situação, ingressei com uma ação judicial que está em trâmite há mais de 3 meses, aguardando a decisão do juiz de me liberar do contrato”, informou.
Outro ponto são as dívidas no total de R$ 540 mil que a empresa possui com 70 fornecedores.
Após a declaração de falência, ao menos 40 casais entraram com processos para pedir o ressarcimento dos valores pagos pelas festa de casamento e a rescisão de contrato. Contudo, a Florearte afirmou que “não consegue mais remunerar os empregados, nem pagar os fornecedores e prestadores de serviços”. Além disso, não vai conseguir “exercer o seu objeto social” já que não possui capacidade de gerar lucro. O que significa que ela não vai conseguir honrar com os seus acordos e não tem previsão de quando isso pode acontecer.
Decoração diferente da contratada
O casal Jéssica Fioco e Lucas Akio contrataram a empresa Florearte para realizar a festa de casamento em maio de 2020. Porém, devido à pandemia de Covid-19, tiveram de remarcar para junho deste ano. Para isso, eles pagaram o reajuste. O valor total gasto foi de R$ 23 mil na decoração.
Contudo, na semana do casamento, a empresa não retornou mais os contatos do casal. “Mandei mensagem para a pessoa que me atendia lá e alertei sobre o horário: ’12h30 e ninguém chegou ainda’. Ela me tranquilizou falando que o caminhão estava para chegar. A decoração só começou a ser montada às 14h30. Durante a cerimônia, eles estavam montando. Antes de entrar, o pessoal começou a me marcar no Instagram e não era nada do jeito que eu tinha contratado, eles economizaram em tudo”, disse Jéssica.
Além do atraso na montagem da decoração, a mulher teve outra frustação. “O buquê de flores estava murcho, com cor amarela, e a decoração do teto não era a combinada. O sentimento é de termos sido roubados.”
Fonte: Msn




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