Jornalista é diagnosticado com alopecia areata, doença autoimune que leva à perda de cabelos - Opinião Manauara

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Jornalista é diagnosticado com alopecia areata, doença autoimune que leva à perda de cabelos

Cuidadoso com a imagem pessoal, o jornalista Alan Chaves escova os cabelos todos os dias e vai ao barbeiro mensalmente. O jornalista paraense radicado no Amazonas completa 40 anos esse ano e ficou incomodado com uma pequena falha no couro cabeludo após cortar o cabelo. Lá estava ela: alopecia areata.


“Eu não sabia nada sobre a doença e no primeiro momento pensei que tinha sido erro do barbeiro porque nesse dia especificamente, eu estava muito casando e dormi durante o atendimento”, conta, acrescentando que o incômodo permaneceu durante semanas até descobrir o real motivo da falha no lado direito da cabeça.


“Fui contratado para um serviço e chamei minha amiga que me ajuda nos projetos profissionais. Ela é uma pessoa muito inteligente e conhece bastante sobre várias doenças. Quando ela olhou meu cabelo perguntou se eu sabia o que era a falha e respondi que não. Foi então que ela falou sobre a doença, compartilhou que já teve e me incentivou a procurar um médico”, recorda. 


Antes de buscar ajuda médica, o diretor e produtor de programa de televisão conta que conversar com a mãe ajudou aliviar a angústia que sentia. “Foi então que descobri que minha mãe também já enfrentou a doença”, diz emocionado, acrescentando que o relato da genitora foi fundamental.


Foi então que Alan Chaves deu passos importantes. “Fui ao médico, pesquisei bastante sobre a doença e passei por um processo que exigiu mudanças, tirei o pé do acelerador, tive que frear muitas coisas na minha rotina agitada. Entendi que se tratava de um problema de saúde desencadeado pelo alto nível de estresse e que o processo dependia mais do meu esforço que de remédio”.


Depois a luta foi contra outro problema: os olhares curiosos. “Eu percebia quando as pessoas olhavam e isso me incomodou muito porque fazia eu me sentir doente, como se tivesse algo errado comigo, com minha aparência, e isso me fez muito mal, porque ativou vários gatilhos, principalmente em relação a idade e a imagem”. 


Para contornar a situação e desviar os olhares constrangedores, Alan Chaves recorreu a uma pequena ajuda de um produto para os cílios. “Somente em ocasiões especiais eu uso a máscara para cílios, para evitar que as pessoas fiquem olhando, é uma forma de não chamar a atenção”, revela. 


Otimista com a evolução da raiz capilar, o jornalista segue dando passos importantes no tratamento para combater a doença e com muitos projetos para a carreira. Ele adianta que pretende levar sua história e conhecimento sobre a alopecia areata para que mais pessoas possam se conscientizar e atuar no combate e prevenção.


“Além do tratamento médico, é importante cuidar da saúde emocional. A perda de cabelo pode afetar a autoestima e a confiança de uma pessoa, e buscar apoio de amigos, familiares ou grupos de apoio pode ser benéfico”, afirma.


ALOPECA AREATA

Perda de cabelo em áreas específicas, geralmente no couro cabeludo. Embora seja mais comum em mulheres, os homens também podem ser diagnosticados com alopecia areata. A alopecia areata é uma doença autoimune, o que significa que o sistema imunológico ataca erroneamente os folículos capilares, levando à queda de cabelo. A causa exata dessa condição ainda não é totalmente compreendida, mas fatores genéticos e ambientais podem desempenhar um papel importante no seu desenvolvimento.


Ao receber um diagnóstico de alopecia areata, é importante procurar um dermatologista para obter um plano de tratamento adequado. Embora não haja cura definitiva para a alopecia areata, existem opções de tratamento disponíveis para ajudar a estimular o crescimento do cabelo e controlar os sintomas.


Alguns tratamentos comuns para a alopecia areata incluem:


Corticosteroides: São medicamentos que podem ser aplicados topicamente (cremes, loções) ou injetados diretamente no couro cabeludo para reduzir a inflamação e estimular o crescimento do cabelo.


Minoxidil: É um medicamento tópico disponível sem receita médica que pode ajudar a estimular o crescimento do cabelo em algumas pessoas com alopecia areata.


Injeções de esteroides: Em casos mais graves, o médico pode recomendar injeções de esteroides diretamente nos locais afetados para promover o crescimento do cabelo.


Além disso, existem outras opções em desenvolvimento, como terapia com laser, imunoterapia e terapia de crescimento de cabelo com fatores de crescimento. Cada caso é único, e o tratamento adequado dependerá da gravidade da condição e das preferências individuais.

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