Disparo de arma em guarita quase termina tragédia e gera pânico em condomínio de Manaus
Tiro acidental na portaria expõe falhas graves de segurança e aprofunda crise administrativa.
Um disparo de arma de fogo dentro da guarita do Residencial Jardim Encontro das Águas, no bairro Dom Pedro, zona Oeste de Manaus, quase terminou em tragédia no domingo (18). O tiro partiu da arma de um vigilante recém-contratado e, por pouco, não atingiu uma pessoa que estava próxima à portaria. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
O episódio ocorre em meio a uma disputa interna pelo controle administrativo do condomínio e acirrou ainda mais os ânimos entre os moradores. Para parte dos condôminos, o disparo simboliza o cenário de instabilidade, improviso e insegurança que se instalou após a troca conturbada da gestão.
Disparo ocorreu dentro da guarita
Segundo relatos de moradores, o tiro aconteceu dentro da cabine da portaria, onde dois vigilantes estavam de serviço. Imagens do sistema interno de segurança mostram que a arma de um dos profissionais caiu do suporte e acabou disparando de forma acidental.
As gravações indicam que o projétil não atingiu ninguém por poucos centímetros. O susto foi imediato e gerou pânico entre moradores. O caso reacendeu questionamentos sobre o preparo técnico dos vigilantes e os critérios adotados na recente contratação da nova empresa de segurança.
Troca de segurança e início da crise
A confusão começou após um grupo de condôminos inadimplentes assumir o controle do residencial, destituir a síndica e encerrar o contrato com a antiga empresa de segurança. Em seguida, uma nova empresa foi contratada, decisão que, segundo moradores, foi tomada sem respaldo jurídico claro.
Desde então, denúncias de falhas operacionais, ausência de protocolos e despreparo de profissionais passaram a circular entre os residentes. O disparo acidental, ocorrido poucos dias após a mudança, reforçou a percepção de que decisões administrativas estariam sendo tomadas de forma precipitada e sem planejamento.
Assembleia contestada e disputa administrativa
Moradores afirmam que o grupo que hoje se apresenta como gestor do condomínio chegou ao poder após convocar uma assembleia considerada ilegal. De acordo com os relatos, a reunião não teria respeitado regras básicas previstas na convenção condominial, como prazos de convocação, quórum mínimo e critérios formais de votação.
Mesmo assim, o encontro resultou na criação de uma comissão que declarou a síndica afastada do cargo e passou a exercer funções administrativas. Para condôminos contrários ao movimento, a destituição ocorreu sem a apresentação de documentos ou provas que sustentassem as acusações de má gestão feitas contra a antiga administração.




.png)



Nenhum comentário