Nilton Lins lança vestibular para primeiro bacharelado em música popular da Região Norte - Opinião Manauara

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Nilton Lins lança vestibular para primeiro bacharelado em música popular da Região Norte



A Universidade Nilton Lins anunciou o lançamento do primeiro bacharelado em Música com ênfase na música popular entre as instituições de Ensino Superior da Região Norte do Brasil. As inscrições para o processo seletivo já estão abertas e seguem até o dia 9 de janeiro, exclusivamente pelos sites www.universidadeniltonlins.com.br e www.tonauniversidade.com.br. As aulas terão início no primeiro semestre de 2026.


O curso terá duração de quatro anos e contará com bolsas institucionais de até 50% de desconto, além da expectativa de futuras parcerias e programas de incentivo acadêmico. Ao todo, são 64 vagas distribuídas em oito ênfases iniciais: violão popular, guitarra, piano popular, bateria, percussão popular, canto popular, saxofone e composição e arranjo.


“É algo inovador da Universidade Nilton Lins. Historicamente, a instituição sempre esteve na vanguarda na abertura de muitos cursos inéditos”, afirmou o idealizador e coordenador do curso de Música, professor Ygor Saunier, que também é baterista e percussionista.


De acordo com Saunier, o curso surge para preencher uma lacuna histórica na formação musical da região, onde as graduações existentes, sobretudo nas universidades públicas, concentram-se tradicionalmente na música erudita e na licenciatura. Ainda segundo o professor, o bacharelado pioneiro da Nilton Lins atende uma demanda antiga de músicos, produtores e profissionais da cena cultural, marcada por tradições rítmicas como o boi-bumbá, o carimbó e o marabaixo.


“Quando falo em música popular, engloba exatamente toda a música que não é feita para música de concerto. Vamos estudar desde jazz, rock e todas as linguagens da música popular e, claro, as nossas manifestações brasileiras como bossa nova, samba, chorinho, além das expressões amazônicas”, completou.


A matriz curricular foi elaborada para equilibrar prática, teoria e pesquisa, incorporando áreas como harmonia, arranjo, prática de conjunto, tecnologias aplicadas à música, audiovisual, inteligência artificial e empreendedorismo cultural. Um dos diferenciais do curso é a integração das manifestações musicais amazônicas ao currículo, com disciplinas como Música e Cultura Amazônica e Etnomusicologia.


Para garantir a formação prática e artística dos estudantes, a universidade disponibilizará uma infraestrutura voltada especialmente ao desenvolvimento musical. O curso contará com salas com tratamento acústico, estúdios de gravação, laboratórios de informática musical, auditórios, salas individuais para estudo e prática instrumental e um acervo especializado.


Ao concluir o curso, o estudante estará apto para atuar como instrumentista ou cantor, compositor, arranjador, produtor musical, pesquisador, gestor cultural ou educador em projetos e instituições diversas.


Provas

O processo seletivo será composto por prova de redação, prova teórica de conhecimentos musicais, prova prática específica por instrumento ou área e entrevista. São etapas que avaliam tanto o domínio técnico quanto a trajetória artística e as motivações do candidato. Por se tratar de um curso de nível superior, é necessário que o estudante possua conhecimento prévio no instrumento ou área escolhida.


As provas de redação e conhecimento teórico estão previstas para o dia 13 de janeiro de 2026. As provas práticas e entrevistas ocorrerão nos dias 15 e 16 de janeiro, conforme a ênfase escolhida. O resultado final será divulgado em 19 de janeiro, com período de matrícula entre 20 e 30 de janeiro.


Perfil do coordenador

Responsável pela coordenação do curso de Música da Universidade Nilton Lins, o professor Ygor Saunier acumula trajetória reconhecida nacional e internacionalmente. Doutor em Música pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), ele é autor de livros de referência sobre ritmos amazônicos e atua há duas décadas como músico, com passagens pela Amazonas Jazz Band, Orquestra de Violões e projetos ligados ao Festival de Parintins.


Entre 2019 e 2024, viveu na Itália, onde integrou o grupo internacional Gen Rosso. Natural de Maués e com 38 anos, Saunier retornou a Manaus para liderar a implantação do curso inédito de música popular na Região Norte.






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