Busca por desaparecidos após naufrágio de lancha se estende até Parintins no Amazonas
Monitoramento se estende operação.
A operação de resgate no Encontro das Águas entrou em uma fase considerada crítica pelas autoridades. O foco agora está no monitoramento de superfície, diante da ampla dispersão provocada pela força das correntes dos rios amazônicos.
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e a Defesa Civil do Amazonas estabeleceram um raio de ação que ultrapassa os limites da capital. As equipes monitoram um corredor fluvial que se estende de Manaus até Itacoatiara, considerando a possibilidade de que destroços ou vítimas tenham sido levados a quilômetros de distância do ponto original do naufrágio em poucas horas.
A intensidade da correnteza é apontada como fator determinante na dinâmica das buscas. Especialistas avaliam que o fluxo hídrico na região pode alterar rapidamente o cenário da operação, exigindo reavaliação constante das áreas prioritárias.
Parintins entra no plano preventivo
Mesmo distante da área inicial do acidente, o município de Parintins foi incluído no plano de monitoramento preventivo. A medida busca antecipar a localização de objetos que possam ter seguido o curso do rio, aproveitando a velocidade da água.
O trabalho das equipes não se limita à observação da superfície. Militares realizam incursões em áreas de vegetação densa nas margens, onde balseiros — formados por troncos e vegetação flutuante — podem esconder vestígios importantes. A estratégia envolve varredura minuciosa do leito e inspeção de pontos de difícil acesso.
A coordenação entre as frentes de atuação é considerada essencial para garantir que nenhuma área do chamado “caminho das águas” fique sem supervisão, em uma operação marcada pela complexidade geográfica e pela força da natureza na região amazônica.




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