Arte em movimento: espetáculo “Manifesto” circula por municípios do Amazonas e provoca reflexão sobre o colapso ambiental - Opinião Manauara

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Arte em movimento: espetáculo “Manifesto” circula por municípios do Amazonas e provoca reflexão sobre o colapso ambiental

Projeto leva circo contemporâneo, dança e performance a Iranduba, Careiro e Manacapuru, ampliando o acesso à cultura na região




A arte sai do centro, atravessando estradas e rios. O espetáculo Manifesto inicia uma circulação por municípios do Amazonas com uma proposta potente: levar reflexão, sensibilidade e debate ambiental para além da capital. Unindo circo contemporâneo, dança e performance, o projeto transforma cada apresentação em um encontro direto com o público, conectando arte e território em uma experiência intensa e necessária.


Circulação que rompe fronteiras culturais

O espetáculo percorre três municípios, sempre com apresentações gratuitas:

Iranduba- 30 de março |14h- CETI Maria Izabel Ferreira Xavier Desterro e Silva

Careiro Castanho- 31 de março | 14h- CETI Professora Maria Adelaide Marinho Hortência

Manacapuru- 01 de abril |14h- Escola Estadual José Seffair


A circulação do “Manifesto” nasce com um objetivo claro de descentralizar o acesso à arte e fortalecer a presença de um produto cultural diversificado em diferentes territórios do Amazonas. Cada cidade recebe não apenas um espetáculo, mas uma experiência que dialoga com sua realidade.




Um espetáculo que se reinventa em cada território

Mais do que repetir uma apresentação, o “Manifesto” se transforma a cada parada. A proposta é criar vínculos reais com o público local, estimulando escuta, troca e pertencimento. Ao percorrer diferentes municípios, o espetáculo absorve contextos e amplia seu significado.

Essa circulação reforça o papel da arte como ferramenta de aproximação e construção coletiva.


Corpo, risco e urgência ambiental em cena

No palco, o corpo fala e denuncia. Através do trapézio, o artista oscila entre queda e permanência, criando metáforas sobre instabilidade e sobrevivência. A cena é construída com elementos como troncos, fumaça e movimento, formando uma paisagem em colapso.


O espetáculo “Manifesto” aborda questões urgentes da Amazônia: devastação, violência ambiental e a relação entre corpo e território.


_“O espetáculo é um convite para sentir e refletir sobre o nosso tempo”, afirma o artista Klindson Cruz._


Circulação como ato político e cultural

Criado pelo artista amazonense Klindson Cruz, o projeto se fortalece ao sair da capital e alcançar novos públicos.

A circulação reafirma o compromisso com a democratização do acesso à cultura, levando arte a espaços muitas vezes fora do circuito tradicional.

Contemplado pelo Edital Nº 003/2024 de Fomento às Artes Circenses, o Manifesto transforma deslocamento em potência cultural.


Um encontro que deixa marcas

Ao final de cada apresentação, fica mais do que aplauso. Fica o impacto, reflexão e inquietação. Porque o “Manifesto” não termina quando o espetáculo acaba, ele continua no pensamento de quem assiste.


*Ficha Técnica*

Intérprete - Klindson Cruz 

Direção Artística - Jean Winder 

Preparação Corporal e Direção Coreográfica - Adriana Góes

Sonoplastia - Stivisson Menezes/Daniel Marcos

Iluminação - Paulo Martins

Figurino - Noah Mello @Diflor Ateliê

Cenografia - Klindson Cruz 

Cenotécnico- Juca DiSouza

Identidade visual - Luiane Canavarro @Tropilui

Assessoria de comunicação - Wagner Moreira/Yghor Palhano/Cultura Amazônica Assessoria

Coordenador de Produção - Inã Figueiredo

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