Alessandra Campelo cobra rigor em investigação contra professor de jiu-jítsu preso por suspeita de crimes sexuais
Deputada afirma que caso é gravíssimo e reforça combate ao assédio no esporte com a campanha Finalize
A deputada estadual Alessandra Campelo (PSD) reagiu com indignação à prisão do treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão, investigado por crimes sexuais contra menores, caso que ganhou repercussão nacional e internacional nesta terça-feira (28/04).
O mandado de prisão temporária foi expedido pela Justiça de São Paulo, com base em investigações que apuram supostos crimes contra crianças e adolescentes. A medida reforça a gravidade das acusações e a necessidade de apuração rigorosa dos fatos.
“Estamos diante de uma situação extremamente grave. Quando alguém se aproveita do esporte, que deveria ser um ambiente de proteção, disciplina e formação, para cometer crimes dessa natureza, isso precisa ser tratado com máxima seriedade e rigor”, afirmou a deputada.
Veja o vídeo do primeiro pronunciamento da deputada sobre o caso: https://www.instagram.com/reel/DXr0qDsSo6s/?igsh=aHNsb243YTBwNWYy
Sem espaço para abusadores
Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), Campelo destacou que casos como esse reforçam a necessidade de vigilância permanente dentro de academias e projetos esportivos.
Segundo ela, o esporte não pode ser um ambiente de medo para crianças, adolescentes e mulheres.
“A sociedade não aceita mais esse tipo de comportamento. O esporte é lugar de respeito. Quem usa essa posição para abusar precisa responder à Justiça”, declarou.
Campanha contra assédio no esporte
A parlamentar também lembrou que o mandato já atua diretamente na prevenção desse tipo de crime por meio da campanha Finalize!, iniciativa que combate o assédio, o aliciamento e a importunação sexual no esporte.
A campanha alerta famílias, atletas e responsáveis sobre sinais de abuso e reforça a importância da denúncia.
“Essa campanha existe justamente porque sabemos que esse tipo de crime acontece, muitas vezes, de forma silenciosa. Precisamos ampliar esse debate e proteger nossas crianças e mulheres”, disse.
Acolhimento às vítimas
Alessandra Campelo informou ainda que a Procuradoria Especial da Mulher da ALEAM está à disposição para atender possíveis vítimas, oferecendo apoio psicossocial e orientação jurídica gratuita.
A deputada reforçou que o enfrentamento à violência sexual exige atuação conjunta do poder público e da sociedade.
“Nosso compromisso é com as vítimas. Não vamos nos calar diante de nenhum tipo de violência”, concluiu.
Denúncias
Casos de violência podem ser denunciados pelos canais oficiais: 100, 180, 181, 190 e (92) 99400-0093 - WhatsApp da Procuradoria da Mulher.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE O CASO
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (28/04) o treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, de 46 anos, investigado por suspeita de crimes sexuais contra alunas, em Manaus. O investigado também atua como policial civil.
A prisão temporária foi decretada após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo, que apura relatos de abusos envolvendo ao menos três vítimas.
Segundo a investigação, o caso veio à tona após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar a prática de atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país. A vítima está atualmente nos Estados Unidos e foi ouvida pelas autoridades, junto com familiares.
De acordo com a polícia, os denunciantes apresentaram uma gravação na qual o investigado admite indiretamente o ocorrido e tenta evitar que o caso seja levado adiante, com a promessa de compensação financeira.
Durante a apuração, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados do país. No depoimento, elas relataram episódios semelhantes. Em um dos casos, a vítima afirmou ter 12 anos na época dos fatos.
Segundo a polícia, Melqui Galvão havia viajado menos de 24 horas antes para o estado do Amazonas, onde também atua como policial civil. Após contato entre as corporações, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve a prisão cumprida.
Além da prisão temporária, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele em Jundiaí, no interior paulista.
O caso tem gerado forte repercussão na comunidade do jiu-jitsu. O investigado é conhecido no meio esportivo e é pai do multicampeão Mica Galvão, além de ser o professor responsável por revelar atletas do primeiro escalão do jiu-jítsu mundial, como Diogo “Baby Shark” Reis e Fabrício Andrey, todos oriundos de Manaus.
A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a extensão dos crimes e identificar possíveis novas vítimas.




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