Sargento da PM e venezuelano são presos suspeitos de movimentar milhões em criptomoedas para facção no AM - Opinião Manauara

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Sargento da PM e venezuelano são presos suspeitos de movimentar milhões em criptomoedas para facção no AM

Segundo a Polícia Federal, homens são apontados como sócios e responsáveis por uma casa de câmbio utilizada para movimentar recursos ilícitos, especialmente por meio de criptomoedas.





O sargento da Polícia Militar do Amazonas, Roosevelt Moraes Pires Júnior, e um venezuelano foram presos nesta quinta-feira durante a operação Torre 7 que investiga o núcleo financeiro de uma organização criminosa com atuação aqui no estado.


As prisões aconteceram na cidade de São Paulo. Segundo as investigações, os dois seriam sócios de uma casa de câmbio em Manaus, usada para movimentar dinheiro ilícito, principalmente por meio de criptomoedas.


De acordo com a Polícia Federal, a empresa funcionava sem autorização do Banco Central e era utilizada para receber valores do tráfico de drogas e lavar dinheiro de integrantes do Comando Vermelho.


Ainda conforme a investigação, os suspeitos teriam movimentado cerca de 72 milhões de dólares em criptomoedas ligadas ao grupo criminoso. Além disso, a empresa também teria recebido aproximadamente 3 milhões de reais de pessoas associadas à facção.


Durante a operação, foram apreendidos cerca de 5 milhões de dólares em ativos digitais.


Um terceiro investigado conhecido como “loirinho” segue foragido. Ele é apontado como uma das lideranças do grupo criminoso e, segundo a polícia, utilizava contas da empresa para receber pagamentos do tráfico.


A Operação Torre 7 é um desdobramento de fases anteriores, quando já haviam sido identificadas e presas lideranças da organização criminosa, além de investigados que atuavam especificamente na lavagem de dinheiro.


Nesta nova fase, a polícia destaca o uso de criptomoedas tanto para o pagamento de atividades ilícitas quanto para ocultar a origem dos recursos.


A ação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas, e a Justiça determinou mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de bens, todos cumpridos na capital paulista.

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