Comandante Dan alerta para risco de desastre ambiental em barragem de mineração e cobra ação preventiva no Amazonas - Opinião Manauara

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Comandante Dan alerta para risco de desastre ambiental em barragem de mineração e cobra ação preventiva no Amazonas

Deputado defende atuação integrada dos órgãos ambientais e de segurança para evitar tragédia na Mina do Pitinga, em Presidente Figueiredo




Um possível rompimento da barragem de rejeitos 81-01, da Mineração Taboca, localizada na Mina do Pitinga, em Presidente Figueiredo, na Região Metropolitana de Manaus, levou o deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) a cobrar uma atuação imediata e coordenada das autoridades estaduais e federais para prevenir um desastre ambiental de grandes proporções no Amazonas.


O alerta foi feito após a divulgação do Relatório de Segurança de Barragens 2026, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que mantém a estrutura classificada com Categoria de Risco (CRI) alta e Dano Potencial Associado (DPA) alto, apontando falhas de conservação e pendências no atendimento às exigências da Política Nacional de Segurança de Barragens. A barragem também figura entre as estruturas que demandam monitoramento prioritário pelos órgãos competentes.  


Para Comandante Dan, a situação exige resposta preventiva e não apenas medidas emergenciais após eventual acidente.


“O Amazonas não pode esperar uma tragédia para agir. A prevenção é sempre mais eficiente e menos dolorosa do que tentar reparar um desastre ambiental. Estamos falando de uma região extremamente sensível, que abriga uma das maiores riquezas naturais do planeta e comunidades que dependem diretamente da floresta e dos rios para sobreviver.”


Segundo o parlamentar, um eventual rompimento teria consequências que ultrapassariam os limites da área da mineração, atingindo ecossistemas amazônicos e populações tradicionais.


A barragem 81-01 acumula rejeitos da atividade minerária desde a década de 1980. Em caso de ruptura, milhões de metros cúbicos de lama e sedimentos poderiam alcançar igarapés e rios da região, provocando soterramento da vegetação, destruição de habitats naturais, mortandade de peixes e contaminação de cursos d’água utilizados por comunidades indígenas, ribeirinhas e moradores da região.


Entre os corpos hídricos potencialmente afetados estão o Igarapé Jacutinga, o Rio Tiaraju e o Rio Alalaú, importantes para a manutenção da biodiversidade amazônica e para o abastecimento das populações locais.


Outro ponto de preocupação é a possível dispersão de metais presentes nos rejeitos provenientes da exploração de cassiterita, mineral utilizado na produção de estanho. A contaminação das águas poderia gerar impactos ambientais persistentes, comprometendo a pesca, o consumo humano, a fauna silvestre e a recuperação dos ecossistemas por muitos anos.


O deputado destaca ainda que comunidades indígenas Waimiri Atroari estão inseridas na área de influência da mineração, o que amplia a gravidade de um eventual acidente ambiental.


“A floresta amazônica é um patrimônio estratégico do Brasil e do mundo. Preservar seus rios significa proteger vidas, garantir segurança alimentar, manter a biodiversidade e assegurar qualidade de vida para as futuras gerações.”


Comandante Dan defende que o Governo do Estado, a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Defesa Civil e o Ministério Público atuem de forma integrada para revisar as condições de segurança da barragem, intensificar as fiscalizações, exigir o cumprimento das medidas corretivas e manter planos permanentes de contingência para proteção das comunidades.


O parlamentar ressalta que sustentabilidade e preservação ambiental são pilares permanentes de seu mandato, desenvolvido por meio do Movimento Sustentabilidade, que reúne iniciativas voltadas à conscientização ambiental, arborização urbana e incentivo à coleta seletiva.


Para Comandante Dan, desenvolvimento econômico e exploração mineral somente podem ocorrer quando acompanhados de responsabilidade ambiental, transparência e rigor técnico.


“O desenvolvimento sustentável pressupõe segurança. Não existe progresso quando há risco de destruir a floresta, contaminar rios ou colocar vidas em perigo. Precisamos fortalecer a fiscalização e garantir que toda atividade econômica ocorra dentro dos mais elevados padrões de segurança ambiental.”

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