Comandante Dan defende plano permanente de preparação para a estiagem e fortalecimento da segurança hídrica no Amazonas
O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) voltou a defender a adoção de um plano permanente de preparação para a estiagem no Amazonas diante das projeções que apontam para uma vazante severa na Bacia Amazônica em 2026. O parlamentar afirma que o Estado precisa atuar de forma antecipada para reduzir os impactos sobre as populações ribeirinhas e sobre a economia dos municípios do interior.
Segundo as projeções do Serviço Geológico do Brasil (SGB), os modelos hidrológicos indicam que o Rio Negro, em Manaus, poderá atingir cotas críticas durante a vazante deste ano, cenário associado à elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño. Diante desse panorama, o Governo do Amazonas já decretou emergência ambiental preventiva e iniciou medidas para minimizar os efeitos da seca.
Para Comandante Dan, a experiência das últimas estiagens demonstra que as ações emergenciais, embora necessárias, não podem continuar sendo a única resposta do poder público.
“Precisamos deixar de administrar crises e passar a administrar riscos. A cada ano conhecemos melhor o comportamento dos rios e temos condições técnicas de antecipar cenários. O planejamento deve começar meses antes da estiagem, garantindo que medicamentos, alimentos, combustíveis, água potável e demais insumos cheguem às comunidades antes que elas fiquem isoladas. A prevenção custa menos, salva vidas e reduz enormes prejuízos econômicos e sociais”, afirmou.
O deputado ressalta que a estiagem não representa apenas um problema ambiental, mas também um desafio de segurança pública, saúde, abastecimento, educação, desenvolvimento econômico e proteção social. Segundo ele, a redução do nível dos rios compromete o transporte escolar, dificulta o deslocamento de pacientes, interrompe o abastecimento de municípios, encarece o frete de mercadorias e prejudica atividades produtivas como a pesca artesanal e a agricultura familiar.
“O Amazonas não pode ser surpreendido todos os anos por um fenômeno que já sabemos que vai acontecer. Precisamos de planejamento integrado envolvendo Estado, União, municípios, Defesa Civil, forças de segurança e órgãos ambientais para proteger nossa população, especialmente quem vive nas comunidades ribeirinhas e mais distantes dos centros urbanos”, acrescentou.
Entre as preocupações está também o impacto logístico provocado pela redução do calado dos rios, especialmente na hidrovia do Madeira, considerada estratégica para o abastecimento da Zona Franca de Manaus. A diminuição da navegabilidade pode elevar significativamente os custos do transporte de cargas e afetar toda a cadeia econômica do estado. Paralelamente, o prolongamento da estação seca aumenta o risco de queimadas e de problemas respiratórios, exigindo respostas coordenadas das áreas ambiental e de saúde.
Comandante Dan defende que o Amazonas consolide um plano estadual permanente de preparação para eventos hidrológicos extremos, com protocolos previamente definidos para cada fase da vazante. Entre as medidas propostas pelo parlamentar estão a formação antecipada de estoques estratégicos de medicamentos, alimentos, água potável e combustíveis nos municípios mais vulneráveis; o monitoramento contínuo dos níveis dos rios; a manutenção preventiva das hidrovias e operações de dragagem nos pontos críticos; o fortalecimento da Defesa Civil; o reforço das ações de combate às queimadas; e a integração entre os órgãos estaduais, federais e municipais para resposta rápida às comunidades afetadas.
O deputado também destaca que sua atuação legislativa na área de segurança hídrica busca fortalecer políticas públicas permanentes para garantir acesso à água de qualidade e ampliar a capacidade de resposta do Estado diante dos eventos climáticos extremos que têm se tornado cada vez mais frequentes na Amazônia.
“Não podemos tratar a estiagem como um acontecimento inesperado. Ela exige planejamento, investimento e coordenação. Quanto mais cedo o Estado agir, menores serão os impactos sobre as famílias, sobre a economia e sobre os serviços públicos. Preparar o Amazonas para enfrentar a seca é proteger vidas e garantir dignidade à população do interior”, concluiu.




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