Mercadoria Política: A Dança das Alianças de Paulo da Gasolina em Pauini - Opinião Manauara

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Mercadoria Política: A Dança das Alianças de Paulo da Gasolina em Pauini


Em Pauini, no interior do Amazonas, a física política acaba de ganhar um novo capítulo: a incrível capacidade do vice-prefeito Paulo Souza dos Santos, popularmente conhecido como "Paulo da Gasolina", de mudar de forma, abraço e convicção antes mesmo de o motor da campanha esquentar.


Eleito na chapa liderada pelo prefeito Renato Afonso, Paulo agora gosta de se intitular "ex-vice". Um malabarismo vocabular curioso para quem continua ocupando a cadeira, mas decidiu que a fidelidade à gestão era um detalhe perfeitamente opcional.


Bastou a corrida eleitoral dar a largada para o vice saltar do barco, demostrando ter aprendido rapidamente o modus operandi de figuras conhecidas da região, como o Barbudão — habituado a abraçar os políticos que melhor pagam para caminhar ao seu lado.


Um abraço (e um repasse) para cada candidato

A diplomacia de Paulo tem se mostrado bastante flexível — e lucrativa. Primeiro, marcou presença na caminhada da Professora Maria do Carmo (PL). Fontes ligadas aos bastidores relatam que, ao notar na candidatura uma suposta falta de "energia", o vice tratou de bater em retirada sem olhar para trás.


Pouco tempo depois, a cena mudou de endereço: em Manaus, Paulo reapareceu sorridente no lançamento da candidatura do atual governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (Republicanos). Mas a maratona não parou por aí. 






Há quem garanta nos corredores que as linhas de contato com o senador Omar Aziz (PSD) continuam operantes. Afinal, segundo fontes da região, onde há verba e recursos de campanha circulando, Paulo da Gasolina faz questão de estar por perto para garantir o seu quinhão.


Em uma trajetória onde convicções parecem ter preço e não valor, fica o questionamento: até onde vai a honra política de quem transforma o compromisso público em um simples balcão de negócios?


O radar da oposição e os bastidores sombrios na prefeitura


A metamorfose constante do vice não passou despercebida. Ao mapear essa vulnerabilidade, a equipe do candidato David Almeida (Avante) passou a buscar pontes e interlocutores em Pauini para tentar cooptar Paulo como cabo eleitoral na calha do rio Purus.


Dentro do próprio governo municipal, contudo, a postura causa zero surpresa. Fontes ligadas à prefeitura revelam que Paulo nunca foi uma figura de alinhamento integral. Pelo contrário: mesmo no exercício do mandato de vice, teria atuado em silêncio contra diretrizes e projetos do ex-parceiro o atual prefeito do município, criando ruídos e atrapalhando articulações administrativas essenciais para a própria cidade.


Resta saber até o dia da votação qual será a cor da camisa que o vice-prefeito vestirá no final do dia. Quem será o próximo candidato a oferecer dinheiro a Paulo? Será que ele vai mudar de lado mais uma vez?

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