Novas empresas no PIM e Companhia Estadual de Aviação irão impulsionar a economia no AM, prospecta Eduardo Braga - Opinião Manauara

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Novas empresas no PIM e Companhia Estadual de Aviação irão impulsionar a economia no AM, prospecta Eduardo Braga


Entidades da área da construção civil, imobiliária, bares, restaurantes e supermercados reuniram-se com o candidato à reeleição, senador Eduardo Braga (MDB), para dialogar sobre projetos que levem ao desenvolvimento dos setores no Amazonas. Os pontos principais da pauta foram tributação, logística, habitação, mão de obra especializada e subsídios, levando em consideração o custo amazônico. 


O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-AM), Frank Souza, pontuou a dificuldade enfrentada por empresas que planejam montar bases na região.


"Mais de 150 empresas querem se instalar em Manaus, mas é preciso um plano diretor que oferte áreas legais para abrigar os empreendimentos. As licenças ambientais são necessárias para o início das obras", explicou Frank Souza.


Bets


Os empresários dos demais setores questionaram o parlamentar sobre as Bets. Segundo eles, a população de baixa renda têm utilizado o pouco que ganha com as apostas. 


O vício em jogos on line tem se refletido em vários setores, principalmente, o de alimentação. Sem recursos por causa das perdas nas apostas, muitas famílias começaram a reduzir a compra de itens essenciais.


"Nos canteiros de obras, é comum no momento de descaso, ver trabalhadores vidrados nos jogos. Essa é uma realidade que precisa ser revertida sob pena das famílias empobrecerem em vez de progredir", relatou um construtor. 


Proposta Eduardo Braga


O candidato pretende destinar emendas e capitanear recursos junto ao Governo Federal para a construção de grandes obras que devem aquecer o mercado da construção civil e o setor de turismo. Eduardo propõe a construção e reforma de portos, aeroportos e aeródromos no interior do Estado. 


Se eleito, Braga quer   criar a Companhia Aérea do Estado do Amazonas por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com fundo de investimento nacional e internacional para fomentar o turismo no Amazonas a custos menores. 


Segundo ele, a principal porta de entrada para os turistas no estado, não é o sudeste  nem o nordeste, mas os países próximos.  O Amazonas  está há duas, três horas de  Caiena (capital da Guiana Francesa), Suriname e George Town (Ilhas Caimã). Esses lugares fazem   voos diarios para Paris e Estados Unidos. "Com a companhia aérea, é possível pegar o turista nesses pontos e  trazer para  Manaus em duas horas. A companhia fará ainda voos entre Manaus e demais municípios da região. Além de criar a  conectividade entre Manaus e Macapá, onde terá petróleo e gás", explicou Braga.


O senador aposta ainda na indústria naval instalada em Manaus para fornecer navios e balsas para Petrobras na exploração do óleo e gás na margem equatorial. Além  de interligar Roraima, Rio Branco e Rondônia. A proposta é transformar Manaus em um grande hub da região Norte.


Reformulação das Bets

Eduardo Braga defende a extinção ou reestruturação das bets (jogos de apostas on line).  "Estamos conversando para  acabar com as bets ou mudar a forma como o sistema de algoritimos de premiação é feito no Brasil, não há fiscalização. Também devemos aumentar a tributação das bets, como é feito com cigarros e bebidas alcoólicas", completou Braga.


Os produtos considerados supérfluos no país pagam a carga tributária mais alta. Com a reforma tributária, entra em vigor o Imposto Seletivo (IS), também conhecido como imposto do pecado, terá alíquota elevada para desestimular este tipo de consumo. 


Terras da União


Atualmente, está em estudo a utilização de uma área de 8 milhoes de metros quadrados da união, em frente ao aeroporto Eduardo Gomes,  para a implantação de 80 industriais que contarão com  os benefícios da Zona Franca de Manaus.


A localização estratégica facilitará a mobilidade urbana ao concentrar a movimentação de carretas e caminhões naquela região, sem a circulação pelas principais vias da cidade.


A infraestrutura já existente permitiria executar o projeto em menos de um ano, prevê  Eduardo Braga.

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