POLÍCIA PRENDE SUSPEITA DE ATAQUE QUE DEIXOU HOMEM SEM OLHOS E ORELHAS EM MANAUS
A Polícia Civil do Amazonas apresentou, na manhã desta quarta-feira (23), detalhes da prisão da suspeita de envolvimento em um dos ataques mais violentos registrados recentemente em Manaus. O crime aconteceu no dia 16 de setembro, em um apartamento localizado na região da avenida Jonathas Pedrosa, no bairro Praça 14 de Janeiro, zona Sul da capital.
A vítima é um homem de 61 anos, de nacionalidade alemã. Segundo a investigação, ele foi violentamente agredido dentro do imóvel e sofreu lesões que provocaram a perda dos dois globos oculares e das duas orelhas.
Durante coletiva realizada na Delegacia Geral, o delegado Cícero Túlio afirmou que a vítima só conseguiu relatar à família quem seria o responsável pelo ataque depois de passar por atendimento médico e cirurgia.
“Quem teria sido o autor desse fato criminoso violento teria sido o filho da sua própria esposa, identificado como Lucas, cujo nome social é Aurora”, afirmou o delegado.
Polícia aponta violência extrema
De acordo com Cícero Túlio, as investigações apontam que a suspeita teria cometido violência sexual contra o homem e, durante a agressão, teria mordido e retirado partes das orelhas da vítima.
A polícia informou que não encontrou as partes das orelhas durante as diligências. Por isso, segundo o delegado, existe a hipótese de que elas tenham sido ingeridas pela suspeita.
“Durante as diligências policiais não foram encontradas partes da orelha dessa vítima, então a gente acredita que efetivamente essas partes da orelha foram engolidas”, explicou Cícero Túlio.
A possibilidade de canibalismo, portanto, integra a linha investigativa apresentada pela polícia, mas ainda depende da conclusão dos elementos periciais.
Vítima teria tentado fugir pela sacada
A investigação aponta que o ataque teria começado durante uma luta corporal entre os dois. Conforme a versão apresentada pelo delegado, a suspeita teria mordido partes da orelha da vítima e tentado retirar seus olhos com as próprias mãos.
O homem teria perdido a consciência durante as agressões. Na sequência, ainda segundo a polícia, teria ocorrido a violência sexual.
Quando recuperou a consciência, a vítima teria percebido que não conseguia mais enxergar e correu em direção à sacada do apartamento. Em seguida, caiu de uma altura equivalente ao terceiro andar.
O imóvel onde os dois estavam ficava em uma espécie de vila de kitnets familiar.
Suspeita diz que não se lembra de parte do ataque
Durante o interrogatório, a suspeita teria afirmado que conhecia a vítima havia aproximadamente cinco anos, desde o relacionamento dele com sua mãe.
Segundo o delegado, a suspeita relatou que teria usado uma substância que descreveu como uma forma potencializada de maconha horas antes do crime e que posteriormente teria apresentado efeitos alucinógenos.
Ela teria ido até o apartamento da vítima e aguardado seu retorno. Depois que o homem chegou, a suspeita afirma que o atacou, mas disse não se recordar de toda a sequência de agressões.
Ele não se recorda mais de como se iniciaram os atos violentos e que se lembra de estar mordendo a face da vítima”, relatou o delegado.
A investigada também teria negado, durante o interrogatório, ter praticado violência sexual contra o homem.
Laudo ainda será concluído
Apesar de a investigação já apontar para a ocorrência de violência sexual, a Polícia Civil aguarda os exames periciais definitivos para consolidar essa parte do inquérito.
“Os indícios e os elementos indiciários coletados durante o curso da investigação apontam que efetivamente houve uma violência sexual”, afirmou Cícero Túlio.
O delegado informou ainda que a vítima permanece em estado grave, recebendo atendimento médico.
“Foram retirados os dois globos oculares dele. Ele hoje se encontra também sem as duas orelhas”, disse.
Suspeita foi presa e indiciada
A Polícia Civil representou pela prisão preventiva da investigada, que foi localizada e presa após a Justiça autorizar a medida.
Segundo Cícero Túlio, ela foi indiciada por estupro consumado e tentativa de homicídio triplamente qualificada. A suspeita foi encaminhada para audiência de custódia e permanece à disposição da Justiça.
As investigações continuam para esclarecer toda a dinâmica do ataque e reunir os laudos que deverão subsidiar o relatório final do inquérito.




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