Ar atinge nível péssimo em Manaus e mais 8 municípios do Amazonas - Opinião Manauara

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Ar atinge nível péssimo em Manaus e mais 8 municípios do Amazonas

Sensores na capital e em ao menos oito municípios registraram índices “péssimos” de contaminação




Nesta segunda-feira (12), uma densa nuvem de fumaça voltou a encobrir Manaus e diversos municípios vizinhos, provocando um alerta severo sobre a degradação do ar na região. A alta concentração de poluentes oriundos das queimadas florestais coloca a população sob exposição contínua e em situação de elevado risco à saúde.


Os dados apurados pelos sensores do sistema de monitoramento apontam que o problema se alastra da capital ao interior, com índices que ultrapassam muito os limites considerados seguros para a respiração humana.


Na capital amazonense, os piores indicadores foram concentrados na zona leste. No bairro Coroado, a concentração de partículas inaláveis atingiu impressionantes 219 µg/m³. Outros pontos da mesma região como os bairros Puraquequara (174,3 µg/m³) e Armando Mendes (154,7 µg/m³) também apresentaram dados alarmantes. Todos esses pontos foram enquadrados na categoria péssima do índice de qualidade do ar.






Crise ambiental avança sobre os municípios do interior


A poluição provocada pelos incêndios florestais não se restringe à região metropolitana de Manaus. Medições realizadas em diversos municípios do interior revelam que o ar tóxico se espalhou por uma vasta área do estado. O município de Urucurituba registrou o caso mais grave do monitoramento, superando a marca de 280 µg/m³. Em Silves 226.1; Itacoatiara 188.4; Maués 170.2; Boa Vista do Ramos 163.7; Manacapuru 144.5; Itapiranga 132.8 e Careiro da Várzea 125.7  de concentração de poeira fina.


Riscos à saúde e recomendações


A concentração elevada de micropartículas em suspensão é extremamente nociva à saúde, podendo penetrar profundamente nas vias respiratórias e na corrente sanguínea. Especialistas e órgãos ambientais recomendam uso de máscaras de proteção (modelo PFF2/N95) ao sair de casa; umidificação constante dos ambientes internos e maior ingestão de água ao longo do dia e suspensão de atividades físicas ao ar livre, sobretudo para idosos, crianças e pessoas com doenças cardiovasculares ou respiratórias crônicas.

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