Outubro Rosa: câncer de mama está entre os principais tumores que atingem mulheres no Amazonas
INCA estima 600 novos casos da doença no estado em 2026; especialista reforça importância do diagnóstico precoce e da atenção aos sinais
O *Outubro Rosa* amplia, ao longo deste mês, o debate sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama. No Amazonas, a doença está entre os principais tumores que atingem as mulheres e deve registrar *600 novos casos em 2026*, segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Desse total, *410 casos são estimados somente para Manaus.
Na Região Norte, o cenário também chama atenção. O INCA estima 2.950 novos casos de câncer de mama entre mulheres em 2026, com risco estimado de 31,28 casos para cada 100 mil mulheres. Mesmo com uma incidência inferior à observada em outras regiões brasileiras, o câncer de mama continua sendo o tumor mais incidente entre as mulheres nortistas, quando desconsiderados os cânceres de pele não melanoma, representando 24,5% dos casos estimados entre as mulheres da região.
No Amazonas, a estimativa aponta que o câncer de mama deve representar 600 dos 2.780 casos de câncer estimados entre mulheres, excluindo os tumores de pele não melanoma. O câncer do colo do útero também apresenta números expressivos no estado, com 620 novos casos estimados para 2026, mostrando a relevância do cuidado com a saúde feminina de forma ampla.
Para o oncologista Dr. Peter Silva, da Oncológica do Brasil, os números reforçam a importância de manter o acompanhamento médico e não adiar a investigação de alterações nas mamas.
_“O câncer de mama é uma doença que pode apresentar diferentes manifestações e, em muitos casos, quanto mais cedo ela é identificada, maiores são as possibilidades de tratamento. Por isso, a mulher precisa conhecer o próprio corpo e procurar avaliação diante de qualquer alteração que não seja habitual”, explica._
Um toque mudou a vida de Giselly
Aos 42 anos, Giselly Lira percebeu uma alteração na mama ao fazer o autoexame, em 2023. Após exames e biópsia, recebeu o diagnóstico de câncer de mama. “Meu mundo caiu. Achei que era o fim”, lembra.
O tratamento começou com 16 sessões de quimioterapia. Como o tumor não respondeu como esperado, ela precisou passar por uma mastectomia radical e continuou o tratamento com medicação oral.
Uma nova rotina depois do tratamento
Hoje, além de seguir acompanhando a própria saúde, Giselly procura manter uma rotina ativa. A atividade física e a dança, que já faziam parte de sua vida antes do diagnóstico, continuam presentes e fazem parte dessa nova fase após o tratamento.
A história também reforça a importância de estar atento às mudanças no próprio corpo. Entre os sinais que devem ser investigados estão *caroço endurecido na mama, alterações na pele ou no formato da mama, retração do mamilo, saída espontânea de líquido e presença de nódulos nas axilas*. Esses sinais não significam necessariamente câncer, mas devem ser avaliados por um profissional de saúde.
Segundo o INCA, cerca de quatro em cada cinco casos de câncer de mama ocorrem após os 50 anos, mas mulheres mais jovens também podem desenvolver a doença, como mostra a história de Giselly.
Atenção aos sinais
Entre os principais fatores de risco estão *idade, histórico familiar, fatores hormonais, excesso de peso, consumo de bebidas alcoólicas e sedentarismo.* O especialista reforça que a prevenção e o diagnóstico precoce não devem ficar restritos ao mês de outubro.
_“O Outubro Rosa é uma oportunidade para reforçar uma mensagem que precisa permanecer durante todo o ano: cuidar da saúde das mamas deve fazer parte da rotina. A mamografia e os demais exames devem seguir a indicação adequada para cada mulher, levando em consideração idade, histórico familiar, sintomas e outros fatores de risco”, afirma Peter Silva._




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