Covid cala um dos maiores ícones da música amazonense, Morre Zezinho Correa
Morre o cantor Zezinho Corrêa, 69 anos (21/05/1951), ele não resistiu à Covid-19. Zezinho foi internado no dia 4 de janeiro, em plena crise hospitalar da pandemia do coronavírus na cidade de Manaus, crise que se agravaria dias depois com a falta de oxigênio em nossa cidade. O cantor foi transferido para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dia 07/01 de onde não mais saiu. O falecimento ocorreu na manhã sábado (06/02), às 7h30, no hospital Samel-Prontocord.
Zezinho Corrêa tinha o nome ligado à Banda Carrapicho, da qual fez parte desse grupo musical desde 1980. Tanto o é que nos últimos anos estava sendo anunciado como Zezinho do Carrapicho.
Ele e a banda conquistaram Manaus e o interior do Estado cantando forró como o “Fica comigo”, que marcou a explosão do grupo no Amazonas.
Toada
Mas foi com a toada do boi bumbá de Parintins que Carrapicho e Zezinho romperem o ambiente regional e nacional e conquistaram o mundo.
Esse sucesso global veio em 1996 com o Tic Tic Tac, do pescador Braulino Lima.
A toada já havia sido lançada pelo boi Garantido em 1993, numa antiga fita cassete, mas estourou no França em 1996.
A música fez tanto sucesso entre os franceses que conquistou a Europa e hoje é um dos sucessos musicais mais traduzidos do Brasil, na história recente da música.
Zezinho e Carrapicho já tinham experimentado cantar toadas antes do conquistarem a Europa. Eles gravaram a toada “Mensageiro da paz”, de J. Carlos Portilho, anos antes.
Depois da explosão mundial de Zezinho e da banda com a música de Braulino, eles insistiram na toada gravando “Ritmo quente” e “Canto envolvente”, de Alex Pontes e Mailson Mendes, do grupo Canto da Mata.
As duas toadas eram muito executadas no Amazonas, mas não repetiram o mesmo sucesso do cartão de visita que entregaram na Velho Mundo.
Arte
Zezinho atuou como ator e funcionário de carreira do Serviço Social do Comércio (Sesc), onde atuava como animador cultural.
Ativista Cultural
Zezinho Correa atuava há muitos anos na área cultural, sendo diretor dessa setor no Serviço Social do Comércio, Zezinho deixa um grande legado e sua contribuição será sempre lembrada pelos artistas amazonense.
Fontes: BNC e Portal do Marcos Santos.




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