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Coletivo 333 ganha prêmio nacional com Poetas no Esgoto 3

 


O Prêmio Nacional Rap Forte premiou "Poetas no Esgoto 3" como melhor cypher do ano, o projeto audiovisual é realizado pelos amazonenses do Coletivo 333. Foram sete dias de votações populares na internet, a seletiva anterior passou por opiniões de pessoas influentes no hip hop nacional. 

Foram cerca de 100 nomes de artistas indicados por terem protagonizado destaque nos segmentos do rap, trap, grime ou drill no período de fevereiro de 2020 até fevereiro de 2021.

A Cypher “Poetas no Esgoto 3” é uma realização do Coletivo 333 e tem participação de DaCota, Haru, RAPadura, DoisT, Rafa Militão, Benevides, entre outros. A obra foi eleita com 26,83% dos votos e fala sobre a realidade em meio a pandemia, violência policial nas periferias e aborda assuntos como violência a mulher, racismo, milícia e a marginalização do favelado.


Cypher Amazonense


No rap a Cypher tem como objetivo reunir MCs, sendo grupos ou artistas solos, para rimas inéditas e com uma conexão de palavras mais complexas, com um DJ responsável pelo beat. 

O videoclipe da música ilustra e firma ainda mais a ideia das letras apresentadas por cada artista, a escolha de 3 locais distintos para uso de cada beat foi o ponto chave da produção. O primeiro deles foi nas Ruínas de Paricatuba, localizada a 30km de Manaus, às margens do rio Negro, no município de Iranduba, resistente até hoje desde o tempo da Belle Époque

O segundo lugar foi no popularmente conhecido como Beco da Bomba, rua do bairro do Educandos, próximo ao Centro de Manaus que em 2018 sofreu ainda por causas desconhecidas o 2º maior incêndio da história da cidade, deixando mais de 600 famílias afetadas pela tragédia. E em terceiro e último cenário, o Museu da Amazônia, criado em Janeiro de 2009 o Musa é um museu vivo localizado na Reserva Florestal Adolpho Ducke. A Reserva Florestal Adolpho Ducke é uma das poucas florestas primárias em área urbana do mundo.

A Ficha técnica conta com a direção de imagem e fotografia por Vitória Lopes membro do coletivo, juntamente com roteiro realizado pelo Dacota MC, e para abrilhantar ainda mais, os membros da Quarto Prod. na edição de imagem: Thiago Cunha e Captação de


Visibilidade Online


O Coletivo 333 já ocupou o topo no ranking de visualizações entre grupos de raps no Norte do país, somando mais de 1 milhão de visualizações. Atualmente, o lugar é ocupado por RVLS que é o beatmaker que integra o coletivo, ele possui mais de 2 milhões de visualizações e trabalhos firmados com grandes nomes do rap nacional como Sant, Lord, etc. 

O próximo lançamento do 333 se chama "Variante Amazonense", uma música que aborda a situação de caos sanitário e social que atingiu não só as mortes por falta de oxigênio em Manaus mas também a enchente no Acre e também o apagão no Amapá.

O lançamento marca de forma histórica o registro pelo rap local da situação caótica vivida pelas populações da periferia, público com o qual o segmento se comunica. 

DaCota, em sua rima em "Poetas no Esgoto 3" organiza em ritmo e letra as condutas moralmente duvidosas de MCs da própria capital, que se utilizam da favela mas não vivem nela. E se aproveitam em momentos delicados para sociedade no intuito de lucrar com a arte de periferia.

O trabalho é marcado também pela estreia de Rafa Militão na voz e na rima, a dj que tomou conta dos bailes de Norte a Sul de Manaus estreia com críticas ao feminismo branco, surgindo também como ponte para uma nova força para arte urbana feita por mulheres. O prêmio chega enquanto o clima é de ansiedade para o lançamento de seu primeiro single solo "É só o começo". 


Com informações da assessoria

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