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Menina recebe alta após dois meses internada no Hospital da Criança da Zona Oeste

 Com diagnóstico de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), a criança foi considerada um milagre pela equipe multiprofissional


Prestes a completar três anos, Hadassa Morais de Lima, ganhou um presente de aniversário antecipado, nesta quarta-feira (09/06) recebeu alta do Hospital e Pronto-Socorro da Criança (HPSC) da Zona Oeste, após dois meses internada com quadro de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), doença que está associada à Covid-19, que pode afetar crianças e adolescentes. 

A menina é considerada um milagre pelos profissionais da unidade, tendo ficado por mais de 40 dias em leito de unidade de terapia intensiva (UTI).

“A Hadassa chegou muito grave, foi submetida a intubação, ventilação mecânica, teve duas paradas cardíacas, sintomas hematológicos, sangrando. Graças a Deus, deu tudo certo. Ela estava muito grave, com disfunção cardíaca muito grande, disfunção renal, precisou fazer diálises, disfunção cerebral, vários sintomas, parecendo que ela não ia sair do quadro de AVC”, disse o gerente técnico do HPSC, Luiz Britto. 

O médico afirma que para todos os profissionais da unidade, desde a direção, técnicos, médicos, a alta de Hadassa é uma vitória. 

“Ela está bem. Ela não falava, agora ela fala. Ela não andava e agora ela anda, e vai sair sorrindo, brincando, como uma criança linda que merece, junto com a sua família. A unidade está muito emocionada por todo empenho de todo mundo para essa alta”, contou.  

Gratidão – A mãe de Hadassa, Ketlen Moraes, de 28 anos, demonstrou sentimento de gratidão pela recuperação de sua filha através do trabalho da equipe multiprofissional e da direção que apoiaram a família.  

“Todos os médicos falam que ela é um milagre. O sentimento de hoje é de gratidão a Deus, por toda essa equipe maravilhosa que desde o início nos apoiou, nos segurou a mão e disse: ‘Mãe, nós estamos com sua filha e vamos fazer o possível por ela’. E foi o que foi feito”, agradeceu Ketlen.

A humanização da equipe do hospital foi destacada pela mãe, pois foi dado todo o suporte para que a família sentisse que tudo daria certo apesar das dificuldades.

“Eles se colocaram no lugar de pai e mãe e chegaram conosco, deram aquela palavra de conforto e cuidaram dela com todo o carinho possível, com todo o amor, fizeram de tudo e hoje, graças a Deus, ela pôde sair caminhando. Então foi um trabalho excelente”, destacou a jovem mãe. 

Sobre a doença – A SIM-P é considerada uma doença grave, associada à Covid-19, portanto, o diagnóstico precoce deve ser realizado o mais breve possível. O gerente do HPSC da Zona Oeste, Luiz Britto, orienta aos pais e responsáveis a procurar uma unidade de saúde nos primeiros sinais de sintomas respiratórios.

“As crianças que apresentarem quaisquer sinais de sintomas respiratórios, os pais podem procurar a unidade. A unidade faz os testes de antígeno, como anticorpos, para saber se essa criança está transmitindo o vírus (Covid-19) e se está com sintomas após infecção. A SIM-P é uma gravidade, a criança apresenta febre e outros sintomas multissistêmicos: disfunção cardíaca, alteração renal, disfunção cerebral, alterações hematológicas, parecendo como se fosse leucemia, então, atinge vários órgãos, uma doença potencialmente grave”, informou.

Nos hospitais infantis, os testes de antígeno, anticorpo e o RT-PCR são realizados para diagnósticos da Covid-19 e da SIM-P em crianças e adolescentes. As unidades também possuem capacidade para realizar os exames necessários para descartar outras patologias.

 

FOTOS: Rodrigo Santos/SES-AM

 

Mais informações: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM): Roseane Mota (99126-7364).

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