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A pedido de Eduardo Braga, relatório da CPI da Pandemia inclui Wilson Lima e Marcellus Campêlo entre os indiciados

“O que houve no Amazonas foi um crime. Uma série de crimes. E os criminosos precisam ser punidos de forma exemplar”, destacou o senador


A CPI da Pandemia conclui seus trabalhos nesta terça-feira (26/10) com a votação do relatório do senador Renan Calheiros (MDB/AL), no qual estão 80 indiciados. Entre eles, o governador do Amazonas, Wilson Lima, e o ex-secretário estadual de Saúde Marcellus Campêlo – ambos incluídos por meio de um adendo apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB/AM)


Lima é acusado pelos crimes de epidemia, de prevaricação, de responsabilidade, de improbidade administrativa e contra a humanidade. Campêlo responde pelos crimes de prevaricação, improbidade administrativa, falso testemunho e contra a humanidade. 


Todos os delitos cometidos pelo governador e pelo ex-secretário resultaram numa calamidade pública de saúde sem precedentes na história do Amazonas. No começo de 2021, doentes da segunda onda de Covid-19 morriam no Estado por falta de oxigênio, de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), de ambulâncias, de profissionais de saúde e de medicamentos. 


O que houve no Amazonas foi um crime. Uma série de crimes. E os criminosos precisam ser punidos de forma exemplar”, destacou o senador amazonense. 


Nessa mesma época, o Estado dispunha de mais de R$ 475 milhões para investir nos serviços de saúde. Além disso, as autoridades estaduais sabiam, com pelo menos seis meses de antecedência, da possibilidade de escassez de oxigênio nas unidades de atendimento, segundo ofícios enviados pela empresa White Martins, em 2020, à Secretaria de Estado da Saúde (Susam). Os documentos foram apresentados por Eduardo à CPI, em 15 de junho, durante o depoimento de Campêlo. 



O Amazonas viveu o subsolo do inferno. O colapso do sistema de saúde marcou o mês de janeiro mais triste da história do Estado, com filas de carros funerários nos cemitérios de Manaus e instalação de câmaras frigoríficas para abrigar os corpos”, afirmou o parlamentar ao colegiado. 


Fatos horrendos – Durante a última reunião do colegiado, Eduardo salientou que a crise sanitária negligenciada por Lima, e que vitimou milhares de cidadãos no Amazonas, não envolve questão eleitoral. “Trata-se, isso sim, de fatos horrendos que aconteceram em nosso Estado. A responsabilidade das autoridades estaduais ficou amplamente comprovada na CPI. Não podíamos deixar de fazer justiça aos amazonenses”, disse. 


Respiradores – O trágico episódio registrado no Amazonas, neste ano, se soma a um outro evento protagonizado por Lima, ainda no começo da pandemia, e que já é objeto de um processo em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ): a compra superfaturada de respiradores pulmonares numa loja de vinhos localizada na capital amazonense. O Ministério Público Federal (MPF) atribui ao governador os delitos de dispensa irregular de licitação, fraude a procedimento licitatório, peculato, liderança em organização criminosa e embaraço às investigações.


Assessoria de imprensa

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