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PROFESSORA ENCONTRADA

 Propaganda do pagamento do Fundeb do governo Wilson Lima expõe categoria e uma professora foi sequestrada


Tentando incenssantemente melhorar a sua desgastada imagem com a população, agora governador Wilson Lima expôs profissionais da educação à bandidagem

A estratégia de marketing do governador Wilson Lima (PSC) em divulgar maciçamente o pagamento do Fundeb, causou uma exposição negativa aos profissionais da educação no Amazonas, que nas últimas semanas, passaram a ser as principais vítimas de golpes de empréstimos na internet, e até de sequestro.


Inúmeros são os casos investigados pela Polícia Civil, mas o mais grave é da professora Vivian Kátia Sá da Silva, de 39 anos, que está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). A educadora de duas cadeiras da Escola Estadual Eliana Pacheco Braga, no bairro Santa Etelvina, na zona Norte, desapareceu segunda-feira, dia 27/12, depois de sair da casa dela para ir a uma agência bancária receber a parcela do Fundeb de R$ 12,3 mil.


O caso de Vivan ganhou repercussão nas redes sociais nesta terça-feira, dia 28/12. Um áudio de um professor (de nome não informado) que circula em grupos de aplicativos, pede que os professores tomem cuidado e não saiam de casa, sem antes saberem que estão seguros.


No áudio o homem diz que o namorado da professora foi até a agência bancada – onde Vivian teria ido – e confirmou que a gerente do banco transferências em PIX para pessoas desconhecidos. “Precisamos tomar todo cuidado possível, porque o valor que recebemos do Fundeb foi divulgado na mídia e estão sabendo os valores que recebemos”, alerta o professor.


A verdade é que o governo Wilson Lima utilizou, mais uma vez, uma estratégia perversa contra os profissionais da área da educação para tentar se promover em cima do pagamento do Fundeb que é uma política do governo federal, através do Ministério da Educação (MEC).


Não houve critérios na propaganda e professores foram expostos - A ideia de Wilson Lima foi tentar melhorar a sua desgastada imagem junto a classe dos professores no Amazonas, o que para muitos especialistas não colou. E não mediu os riscos de expor os profissionais às práticas criminosas, mesmo sabendo que a segurança pública está defasada, com poucos policiais, e não poderia garantir uma retaguarda especializada ao segmento.


Os valores pagos pelo Fundeb aos professores variam de R$ 12,3 a mais de R$ 37,1 mil, valores que estão aguçando a mente de criminosos especializados em redes sociais, e sequestradores. O sindicato da categoria acompanha o caso da professora Vivian Kátia.

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