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Voo de aeronave que levou paraquedistas que desapareceram foi autorizado pela Aeronáutica

Apesar da autorização para voo, o Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta IV) informou que decisão do salto cabe ao piloto da aeronave e aos paraquedistas.





O Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta IV), em Manaus, informou que o Plano de Voo Simplificado (PVS) da aeronave que levou os paraquedistas que desapareceram após um salto foi autorizado pela aeronáutica.


Na última sexta-feira (18), durante a forte chuva, um grupo saltou de paraquedas no Aeroclube de Manaus, na região Centro-Sul. Quatro delas perderam o controle e foram levadas pelo vento. Após o acidente, dois homens foram resgatados, uma jovem de 26 anos morreu e um paraquedista continua desaparecido.


De acordo com o Cindacta IV, o plano de voo foi recebido, tratado, aceito e transmitido ao Órgão de Controle de Tráfego Aéreo (Órgão ATC).


A autorização, segundo o Centro, é apenas para movimentação no tráfego aéreo, sem relação com a análise de condições específicas para a decisão do salto por parte dos tripulantes e paraquedistas.


A decolagem foi realizada do aeródromo público de Flores (Código ICAO: SWFN), área onde está instalado o Aeroclube do Amazonas.


Conforme o Cindacta IV, a localidade é desprovida de Órgão de Serviço de Tráfego Aéreo, portanto, não possui informações meteorológicas.


Neste caso, compete ao piloto e ao paraquedista – de acordo com as regras previstas no Regulamento Brasileiro da Aviação Civil, nº 105, emenda nº 02, item 105.31 – a decisão de proceder ou não com as operações de saltos de paraquedistas, segundo a Aeronáutica.


O acidente


Dez dos 12 paraquedistas conseguiram fazer o pouso com segurança. Devido ao forte temporal, quatro deles tiveram que desviar a rota e tentaram fazer um pouso de emergência.


Dois paraquedistas conseguiram pousar em solo, mesmo com dificuldades, e outros dois foram jogados pelo forte vento para dentro do Rio Negro, conforme o Corpo de Bombeiros.


No sábado (19), o corpo da paraquedista Ana Carolina Silva, de 27 anos, foi encontrado às margens do Rio Negro.



O advogado Luiz Henrique Cardelli, que fazia parte do grupo, ainda está desaparecido. As buscas continuam.


Um Inquérito Policial (IP) foi instaurado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) para apurar o acidente que resultou na morte de uma paraquedista e no desaparecimento de outro atleta.




*G1 Am 

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