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Professores e alunos do Amazonas vão contar com R$ 5 milhões para fazer ‘Ciência na Escola’, anuncia Wilson Lima

Fapeam aprovou 974 projetos a serem desenvolvidos em unidades de ensino, neste ano

 


Transformar vidas por meio da ciência, desde a infância até o ensino superior, é o que norteia o Programa Ciência na Escola (PCE). Na edição deste ano, que marca o aniversário da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), o governador Wilson Lima anunciou a liberação de R$ 5 milhões para apoiar a quantidade recorde de projetos feitos por professores e estudantes.

 

Ao todo, 974 projetos que visam o desenvolvimento de experiências científicas em escolas vão contar com recursos do governo estadual. Juntos, eles englobam 3.896 bolsas que serão destinadas a professores e alunos engajados no fazer científico.

 

Para a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, os números são significativos para a área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e também demonstram a valorização da educação básica.

 

“Posso afirmar com toda a segurança que a política de Ciência, Tecnologia e Inovação do governo Wilson Lima está incrustada na educação básica. A partir de 2019 nós temos milhares de professores e estudantes que estão sendo incentivados a fazer ciência e inovação. É um programa que permite esse olhar holístico, que a gente apoia desde a educação básica até o ensino superior, desde o Ensino Fundamental até o pós-doutorado”, disse.

 

Desde 2019, o governador Wilson Lima vem fortalecendo o apoio ao PCE. Nesse período, promoveu reajuste no valor da bolsa financeira, que saltou de R$ 461 para R$ 700, no caso dos professores, e de R$ 120 para R$ 200, no dos estudantes.

 

Essa expansão do PCE acompanha o reposicionamento do setor de CT&I no rol de prioridades governamentais, salientou Perales. Com o início do governo Wilson Lima, a área voltou a avançar nos investimentos e já recebeu recursos da ordem de R$ 382,9 milhões.

 

“É fundamental porque é uma linha que vai sendo realimentada à medida que o menino ou a menina saem do Ensino Fundamental, vão para o Ensino Médio, e depois vão para uma universidade. Depois, ele faz uma iniciação científica como o programa que a Fapeam oferece, o Paic (Programa de Apoio à Iniciação Científica), depois entra no mestrado. Enfim, isso abre muitas portas e muda vidas. O conhecimento, o saber e a ciência são capazes de transformar", destacou.


 Oportunidade

Hoje, a professora doutora em Química, Persiely Pires, colhe os frutos do projeto sobre uso de materiais recicláveis que desenvolveu com estudantes da Escola Estadual Vicente Teles de Souza, no bairro São Geraldo, zona centro-sul de Manaus. Laureada durante a festa de aniversário da Fapeam, a professora considera o crescimento pessoal dos alunos como um importante ganho para quem participa.

 

“Você vê nos olhos deles que eles estão fazendo ciência. Eles estão fazendo aquilo acontecer. É diferente de quando você mostra na sala de aula algo teórico e, depois, vai colocar isso em prática. Eu os vi crescer Aprenderam a escrever de forma científica, apresentando e expondo como um cientista faz”.

 

De acordo com a secretária de Educação do Amazonas, Kuka Chaves, o PCE é um caminho eficiente para encontrar soluções para a sociedade dentro da escola.

 

“Isso demonstra o interesse dos nossos professores, diretores, de todos os profissionais da educação para a ciência. Ciência é vida. Através da ciência é que a gente realmente consegue despertar, curar, criar alternativas de desenvolvimento econômico”.


FOTOS: Bruno Zanardo/Secom

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