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PT paga extra de R$ 100 mil a Lula e diz que valor é para aluguel de casa

 


Além do salário de R$ 23,2 mil, PT repassa valor extra todo mês ao ex-presidente. Objetivo, diz a sigla, é custear o imóvel onde ele mora



Pouco tempo após deixar a prisão em Curitiba, no fim de 2019, o ex-presidente Lula entrou na folha de pagamentos do PT e passou a receber um salário líquido mensal de R$ 20,3 mil como presidente de honra do partido que ajudou a fundar há 42 anos.


Do ano passado pra cá, porém, depois que Lula já havia conquistado o direito de concorrer novamente à Presidência da República, com a anulação de suas condenações na Lava Jato, o PT encontrou mais uma forma de engordar a conta bancária de seu líder, fazendo pagamentos extras todo mês.


Em resposta a questionamentos, o partido afirmou que esses repasses se referem ao pagamento do aluguel da casa onde Lula mora, em um bairro nobre de São Paulo.


O valor adicional começou a ser destinado ao ex-presidente em maio de 2021. Eram R$ 7 mil. Agora, são R$ 9 mil, além do salário, hoje de R$ 23,2 mil.


Os tais pagamentos extras que o partido afirma tratar-se do aluguel de Lula são registrados na prestação de contas apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, como “outras despesas com pessoal – ordinárias”. Até agora, já foram pagos R$ 106 mil.


O sobrado onde Lula mora com sua mulher, Rosângela da Silva, a Janja, tem cerca de 600 metros quadrados, quatro suítes, piscina e churrasqueira. O casal se mudou para o local no fim do ano passado. Antes, o imóvel passou por alguns reparos, a pedido de Lula.


Ao contrário do pagamento de salário, cujos recibos e comprovantes de depósitos são apresentados ao TSE no ano seguinte, não há no processo de prestação de contas petista nenhum documento que demonstre a finalidade dos pagamentos extras a Lula.


Isso sugere que o valor adicional transferido para a conta do ex-presidente tenha como origem as doações que o PT recebe de pessoas físicas, como empresários ou os próprios parlamentares petistas, obrigados a pagar um dízimo mensal à sigla.


Toda despesa bancada com recursos do fundo partidário, que é dinheiro público, precisa ser devidamente justificada e comprovada à Justiça Eleitoral.



*Com informações Metropoles 

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