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Impunidade sobre dezenas de mortes por falta de oxigênio marca o Amazonas

A crise de oxigênio no estado completou um ano nesta sexta-feira (14) 




Nesta sexta-feira (14), completou um ano da crise do oxigênio no Amazonas que matou dezenas de pessoas que estavam internadas nas unidades de saúde. Com a chegada da nova variante Ômicron e o aumento exponencial dos casos novos confirmados, o Governo precisa se preparar para uma possível nova onda, já que ​foi o primeiro estado do país a sofrer com os impactos da segunda onda da Covid.

 

A crise do oxigênio aconteceu há exato um ano, causando comoção no Brasil e no mundo, sendo um dos momentos mais devastadores da pandemia de Covid-19 no país. Muitas pessoas que precisam do oxigênio com a falta do abastecimento, morreram. Pessoas que estavam internadas em casa utilizando o gás medicinal para o tratamento também sofreram complicações. A crise se instalou nos hospitais, nas ruas e na única empresa que fornecia gás medicinal para o Estado. 



 

A White Martins declarou que informou o Governo do Amazonas diversas vezes sobre o consumo e possível falta do insumo, porém, não houve um retorno de fato da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) para a ampliação do contrato para a compra de mais metros cúbicos do gás medicinal. 

 

Segundo o Ministério Público (MP-AM) e a Defensoria Pública, mais de 60 pessoas morreram no Amazonas pela falta de oxigênio. Mais de 500 pacientes foram transferidos às pressas para hospitais em outros estados.

 

​​Após um ano da crise e apesar das inúmeras investigações, ninguém foi responsabilizado pelas mortes dos pacientes.O MP-AM e o Ministério Público Federal (MPF) investigam autoridades públicas e empresas privadas. 

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, foi instalada no Senado após a crise do oxigênio no Amazonas para investigar e identificar os culpados pelas mortes. 

 



Em meio a falta de oxigênio, o governador Wilson Lima estava sendo investigado pela compra superfaturada de respiradores em uma loja de vinhos no bairro Vieiralves, em Manaus. 

 

Em setembro do ano passado, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, aceitar denúncia que torna réu o governador do Amazonas. Ele foi acusado pelo MP de integrar um suposto esquema de desvio de recursos públicos na compra de respiradores destinados ao tratamento dos pacientes com Covid.


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A denúncia foi apresentada em abril pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que menciona Wilson Lima e outros 15 acusados. A PGR estima o prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos.

 

Após um ano da crise sanitária, o Amazonas contabiliza mais de 13,8 mil mortes em decorrência da infecção por Covid-19. O Estado está próximo de uma nova onda da pandemia com o surgimento da nova variante Ômicron e casos de influenza.

 

Nos últimos três dias, o Estado registrou mais de 5 mil casos novos de Covid-19, ocasionando restrições de eventos, cancelamento de blocos e desfile de carnaval. O Governo do Amazonas precisa estar atento, acompanhando o setor de saúde e antecedendo aos problemas para que não ocorra mais nenhuma crise.

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