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EXCLUSIVO: Nomeado por Wilson Lima, presidente da FEI é acusado de estuprar pesquisadora indígena


O presidente da Fundação Estadual do Índio (FEI), Zenilton de Souza Ferreira Mura, 46 anos, está sendo investigado pela Polícia Civil pelo crime de estupro contra uma pesquisadora da etnia Mura, de 31 anos. O caso aconteceu no dia 2 de março e foi registrado pela vítima no 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP) no dia 9 do mesmo mês.


Moradora da comunidade indígena Itararãná, em Humaitá, a pesquisadora contou à polícia que conheceu Zenilton, nomeado pelo governador Wilson Lima em 2021, por meio do marido da prima dela, sobrinho do presidente da FEI. No dia 27 de fevereiro, segundo ela, o autor adicionou a vítima na sua conta pessoal do Facebook e passaram a se comunicar por mensagens de texto.


De acordo com a pesquisadora, durante as conversas ela apresentou um projeto para ampliar a aldeia onde mora com a família. A partir daí, Zenilton Ferreira chamou a vítima para vim até Manaus justificando que ele iria leva-la até o governador Wilson Lima, seu amigo pessoal, no palácio do Governo, onde ela deveria apresentar a proposta.


Chegando na capital, no dia 2 de março, o presidente da FEI levou a pesquisadora para a residência dele, no bairro Tarumã, zona Centro-Oeste. Ela contou, ainda, que foi colocada no mesmo quarto de Zenilton e que na mesma noite foi obrigada, por várias vezes, a manter relações sexuais sem o seu consentimento, sem uso de preservativo.



No Boletim de Ocorrência nº 57158/2022, a vítima disse que no dia seguinte, pediu ajuda do motorista de Zenilton Ferreira, identificado por ela como “Rato”, que a levou até a Clínica da Família Dr. Antônio Reis, no bairro São Lázaro, zona Sul de Manaus, onde foi avaliada e recebeu medicamentos para mulheres que sofrem violência sexual.


A pesquisadora também denunciou que, depois de saber que havia recebido ajuda de seu motorista, o presidente da FEI pagou duas diárias para ela em um hotel no Centro, alegando que iria comprar passagem de volta para a vítima no dia 6 de março. “Até o dia 9, ele (Zenilton Ferreira) não comprou a passagem e não atendeu mais as minhas mensagens e ligações”, finalizou a vítima.

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